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Famílias de Vítimas do Voo Voepass Acessam Relatório Final Antecipadamente

Documento do Cenipa, crucial para entender a tragédia de 2024, será apresentado em reunião privada em Brasília antes da divulgação pública.

Redação Cerrado em Foco
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Famílias de Vítimas do Voo Voepass Acessam Relatório Final Antecipadamente

Familiares das 62 vítimas do voo 2283 da Voepass, que caiu em agosto de 2024 em Vinhedo (SP), receberão acesso antecipado ao relatório final de investigação do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa). A apresentação ocorrerá em Brasília (DF) nesta quinta-feira (23) em uma reunião reservada, antes que o documento seja divulgado oficialmente ao público e à imprensa.

Adriana Ibba, mãe da vítima mais jovem da tragédia, Liz Ibba dos Santos, de 3 anos, descreveu o momento como "aguardado ansiosamente". Ela ressaltou que ter acesso às informações sobre as causas do acidente pode trazer um "certo alívio" aos familiares, mesmo que não traga de volta seus entes queridos. A antecipação da entrega do relatório às famílias foi um acordo estabelecido com os investigadores logo após a divulgação do relatório preliminar em setembro de 2024.

O Cenipa, órgão da Força Aérea Brasileira (FAB), tem como objetivo primário identificar os fatores contribuintes para o acidente, sem atribuir responsabilidades civis ou criminais. As conclusões deste relatório serão cruciais para fundamentar outras investigações, como a criminal conduzida pela Polícia Federal, e para embasar eventuais ações judiciais de indenização, incluindo uma ação coletiva por danos morais coletivos já planejada pelos advogados.

Em um relatório preliminar divulgado em 2024, o Cenipa já havia indicado que alertas de formação de gelo na aeronave e de baixa velocidade piscaram minutos antes da queda, e que os pilotos teriam comentado sobre um problema no sistema antigelo no início do voo. Uma simulação do acidente, baseada nos dados das caixas-pretas, também foi apresentada na ocasião, detalhando a cronologia do ocorrido segundo a segundo.

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Paralelamente à investigação do Cenipa, a Polícia Federal (PF) prossegue com a apuração criminal, buscando identificar possíveis responsáveis pela tragédia. Recentemente, representantes das famílias tiveram acesso à transcrição das conversas da cabine do avião. A Voepass, por sua vez, declarou que aguardará a publicação oficial do relatório para se pronunciar, afirmando ter colaborado com as investigações desde o início e que sua frota sempre esteve "aeronavegável e apta" segundo os padrões internacionais.

O acidente do voo 2283, envolvendo um ATR 72-500 que fazia a rota Cascavel (PR) para Guarulhos (SP), resultou na morte de todas as 62 pessoas a bordo ao cair no quintal de uma residência em Vinhedo (SP). Felizmente, nenhum morador da casa foi ferido. Este foi classificado como o acidente mais grave da aviação brasileira desde a tragédia do voo TAM em 2007.

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Fonte: G1 DF

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