Fazenda Alterou Posição Sobre Imposto do Petróleo Antes de Reunião Crucial
Documento técnico inicial sugeria redução, mas ministério manteve alíquota original de 12%.

O Ministério da Fazenda passou por uma reviravolta em sua posição a respeito da alíquota do Imposto de Exportação sobre o petróleo bruto, às vésperas de uma reunião decisiva do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior. Inicialmente, um documento técnico sugeriu uma redução significativa do tributo que incide sobre o óleo, mas a pasta governamental reverteu a orientação, mantendo a taxa original.
A mudança de posicionamento foi notável. Uma nota técnica enviada ao Gecex, datada de 16 de março, propunha que a alíquota do imposto fosse reduzida para 6%, citando comojustificativa diversas reportagens de veículos de comunicação. Essa proposta visava realinhar a política fiscal com as dinâmicas do mercado e as análises sobre o impacto da taxação no setor petroleiro.
Contrariando a sugestão inicial, apenas dois dias após a emissão da nota técnica, o Ministério da Fazenda modificou sua postura. Em um novo parecer, a pasta manteve a alíquota do Imposto de Exportação em 12%, desconsiderando a proposta de redução que havia sido apresentada anteriormente ao Gecex.
Essa alteração gerou questionamentos nos bastidores políticos e econômicos, especialmente pela proximidade da deliberação do Gecex. A manutenção da taxa em 12% indica uma preferência pela arrecadação fiscal em detrimento de uma possível dinamização do mercado de exportação ou de um alívio para as empresas do setor.
A decisão final do Ministério da Fazenda, de manter o imposto em patamares mais elevados, reforça a sinalização de prioridade para o equilíbrio das contas públicas. Essa política fiscal pode impactar diretamente a competitividade do petróleo brasileiro no cenário internacional e, consequentemente, a economia nacional.
Fonte: Poder360
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