Federação Inglesa Retira Apoio a Presidente da FIFA, Gianni Infantino
Decisão segue a do País de Gales e é motivada por proposta de venda de participações em torneios.

A Associação de Futebol (FA) da Inglaterra anunciou formalmente a retirada de seu apoio a Gianni Infantino, presidente da FIFA. A medida ocorre em meio a críticas crescentes sobre a governança da entidade e, em particular, pelo malogro de uma proposta de Infantino para vender parcelas em novos torneios, como o Mundial de Clubes expandido e a Liga das Nações global, a um consórcio de investidores por US$ 25 bilhões.
Essa decisão da FA não é isolada; ela segue o posicionamento similar da Federação do País de Gales. Ambas as federações manifestam preocupação com a forma como a FIFA tem conduzido suas operações e projetos. A proposta de venda de participações, em particular, gerou grande resistência entre as confederações e associações nacionais, que questionaram a transparência e a estrutura do negócio.
Infantino havia sido eleito presidente da FIFA em 2016, prometendo uma era de reformas e maior transparência após os escândalos que abalaram a administração anterior. No entanto, sua gestão tem sido marcada por controvérsias e desafios, incluindo a expansão da Copa do Mundo e a discussão sobre a frequência do torneio, que têm gerado divisões no futebol mundial.
O presidente da FIFA buscava apoio para seu plano financeiro, que previa a injeção de capital significativo para o desenvolvimento do futebol global. Contudo, a resistência à venda de participações evidenciou a falta de consenso e o ceticismo de importantes federações europeias quanto à viabilidade e aos benefícios a longo prazo da proposta.
A perda de apoio de federações influentes como a inglesa pode ter implicações significativas para a reeleição de Infantino, que se aproxima. A base de apoio tradicionalmente forte da UEFA, da qual a FA faz parte, tem mostrado rachaduras, o que pode abrir caminho para possíveis candidaturas de oposição ou enfraquecer a posição do atual presidente nas próximas eleições.
Fonte: Poder360
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