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Fiscal robusto é chave para Selic menor e frear inadimplência, aponta JiveMauá

Economista destaca urgência em equilíbrio das contas públicas para alívio no crédito e controle de calotes no Brasil.

Redação Cerrado em Foco
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Fiscal robusto é chave para Selic menor e frear inadimplência, aponta JiveMauá
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A sustentabilidade fiscal do Brasil emerge como o pilar fundamental para uma possível redução da taxa básica de juros, a Selic, e para o controle eficaz da crescente inadimplência no país. Essa é a avaliação da JiveMauá, que sublinha a importância de um cenário econômico estável para reverter o ciclo atual.

Samer Serhan, economista da gestora de recursos, enfatiza que, embora o volume total da inadimplência seja preocupante, a velocidade com que novos calotes surgem é ainda mais alarmante. Esse ritmo acelerado de deterioração do crédito indica fragilidades profundas que afetam tanto consumidores quanto empresas, comprometendo a saúde financeira geral.

Um controle fiscal rigoroso e demonstrável seria capaz de sinalizar aos mercados uma gestão econômica responsável, abrindo caminho para que o Banco Central considere cortes mais agressivos na Selic. A redução dos juros básicos, por sua vez, aliviaria o custo do crédito e incentivaria o investimento e o consumo, elementos cruciais para a retomada do crescimento econômico.

Adicionalmente, um ambiente de juros mais baixos tende a diminuir a pressão sobre o endividamento das famílias e empresas, contribuindo diretamente para frear o avanço da inadimplência. Isso criaria um ciclo virtuoso, onde a estabilidade fiscal geraria juros menores, que por sua vez levariam a um menor número de devedores e a uma economia mais robusta.

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Mesmo com possíveis alívios na inflação, a JiveMauá adverte que sem uma política fiscal crível e consistente, qualquer tentativa de baixar os juros pode ser interpretada como um risco, elevando as expectativas inflacionárias e limitando a margem de manobra do Banco Central. Portanto, a primazia da agenda fiscal é inegável para a estabilização econômica almejada.

É imperativo que as autoridades econômicas concentrem esforços na reforma e ajuste das contas públicas para pavimentar o caminho rumo a um ambiente de menor custo de capital e maior segurança para os agentes econômicos. A falta de progresso nesta área continuará a ser um entrave significativo para o crescimento sustentável e para a melhoria das condições de crédito no Brasil.

Fonte: Poder360

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