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Flávio diz que seu plano fiscal envolve imóveis “abandonados” da União

Redação Cerrado em Foco•
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Flávio diz que seu plano fiscal envolve imóveis “abandonados” da União
Flávio diz que seu plano fiscal envolve imóveis “abandonados” da União - imagem 2

Ideia é agrupar patrimônio não utilizado em um fundo para gerar receita; candidato diz que ajuste de contas não vai mexer na Previdência e no salário mínimo

A declaração foi dada depois de a jornalista Renata Vasconcellos questionar como Flávio pretende promover um ajuste fiscal de R$ 200 bilhões Reprodução/TV Globo - 16.out.2026 Eduardo Perry de Brasília 16.out.2026 (sexta-feira) - 22h04 Priorize o Poder no Google O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que pretende colocar imóveis públicos abandonados em um fundo de gestão para aumentar a arrecadação da União. A proposta foi apresentada durante entrevista ao Jornal Nacional , da TV Globo, nesta 6ª feira (16.out.2026).

A declaração foi dada depois de a jornalista Renata Lo Prete questionar como ele pretende promover um ajuste fiscal de R$ 200 bilhões sem alterar grandes despesas do Orçamento, como aposentadorias e gastos obrigatórios com saúde e educação.

Flávio afirmou que o Brasil tem mais de 30.000 imóveis públicos, muitos dos quais estariam abandonados. Segundo ele, esses bens poderiam ser reunidos em um fundo para permitir sua exploração econômica. “ A gente vai pegar esse imóvel, vai colocar num fundo de gestão “, declarou.

O candidato disse que a avaliação dos imóveis estaria desatualizada e que o patrimônio somaria R$ 1,7 trilhão. Não detalhou quais propriedades seriam incluídas no fundo nem os critérios para sua seleção.

“ Isso pode ser colocado num fundo, pode ser securitizado “, disse. Segundo Flávio, a operação permitiria obter cerca de R$ 200 bilhões em receitas adicionais. A securitização consiste em transformar ativos ou direitos a recebimentos futuros em títulos negociáveis no mercado financeiro, permitindo antecipar recursos.

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Além da proposta imobiliária, Flávio afirmou que pretende extinguir pelo menos 10 dos 39 ministérios existentes, melhorar a gestão das estatais e combater a corrupção com auxílio de inteligência artificial.

Também propôs securitizar parte dos quase R$ 3 trilhões em dívidas que o governo teria a receber, estimando uma arrecadação adicional de R$ 200 bilhões por ano.

Citou ainda a arrecadação de royalties de petróleo na Margem Equatorial –fronteira exploratória ao norte do país–, que poderia, segundo ele, gerar mais de R$ 100 bilhões. Segundo a Petrobras, a produção de óleo na região não deve começar antes de 2033 (o mandato de Flávio acabaria em 2030). Ainda não se sabe também a real dimensão das reservas de petróleo da Margem Equatorial, nem se há viabilidade comercial nos poucos reservatórios até agora mapeados.

O candidato afirmou, por outro lado, que não pretende fazer o ajuste fiscal por meio da redução de benefícios destinados à população mais pobre. Disse que manterá os reajustes do salário mínimo acima da inflação e que não desvinculará o reajuste das aposentadorias ao aumento do piso salarial.

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Fonte: Poder360

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