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Economia

Flávio e Lula vão ao 2º turno com menor diferença desde 1989

Redação Cerrado em Foco•
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Flávio e Lula vão ao 2º turno com menor diferença desde 1989
Flávio e Lula vão ao 2º turno com menor diferença desde 1989 - imagem 2

Senador terminou o 1º turno 1,87 ponto percentual à frente do presidente; nova votação será em 25 de outubro

Lula (dir.) e Flávio Bolsonaro (esq.) disputarão o 2º turno da eleição presidencial em 25 de outubro Sérgio Lima/Poder360 Lara Brito Simone Kafruni de Brasília 5.out.2026 (segunda-feira) - 1h29 Priorize o Poder no Google O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 80 anos, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), 45 anos, disputarão o 2º turno da eleição presidencial em 25 de outubro.

Com 99,99% das urnas apuradas, Flávio tinha 47,03% dos votos válidos, ante 45,16% de Lula. A distância de 1,87 ponto percentual entre o 1º e o 2º colocado é a menor em um 1º turno presidencial desde a retomada das eleições diretas, em 1989. Em números absolutos, o senador havia recebido 56,10 milhões de votos; o presidente, 53,88 milhões –diferença de cerca de 2,23 milhões.

O resultado leva representantes do petismo e do bolsonarismo ao 2º turno pela 3ª eleição presidencial consecutiva. Em 2018, Jair Bolsonaro enfrentou Fernando Haddad (PT). Em 2022, disputou a reeleição contra Lula.

Em 2022, Lula chegou ao 2º turno com 5,23 pontos percentuais de vantagem sobre Jair Bolsonaro. O petista recebeu 48,43% dos votos válidos na 1ª votação, ante 43,20% do então presidente. Na etapa final, Lula venceu com 50,90%, contra 49,10% de Bolsonaro –diferença de 1,80 ponto percentual.

Esta é a 10ª eleição presidencial direta consecutiva do atual período democrático. Desde 1989, o país elegeu Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Rousseff e Jair Bolsonaro. O resultado de 25 de outubro definirá quem governará a partir de 2027.

Eis o resultado do 1º turno da eleição presidencial com 99% das urnas apuradas pelo TSE :

A disputa terminou mais apertada do que indicava a vantagem de Lula no início do ano. Na véspera da votação, o PoderData/Aya mostrava o presidente com 45% das intenções de voto válido, ante 43% de Flávio.

Augusto Cury (Avante) ficou em 3º lugar no 1º turno, com 3,45 milhões de votos. Renan Santos (Missão) recebeu 2,68 milhões. Os demais concorrentes, entre eles Ronaldo Caiado , Romeu Zema e Rui Costa Pimenta (PCO), somaram 3,19 milhões de votos.

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Essa última soma supera em cerca de 965 mil votos a diferença entre Flávio e Lula. Isso não significa que os votos passarão para um dos finalistas: no 2º turno, os eleitores poderão escolher Lula, Flávio, votar em branco, anular o voto ou deixar de comparecer. O eleitor que se absteve no 1º turno também poderá votar em 25 de outubro, desde que esteja em situação regular perante a Justiça Eleitoral.

Em 2022, os candidatos que ficaram fora do 2º turno somaram cerca de 9,7 milhões de votos. Simone Tebet recebeu 4,92 milhões; Ciro Gomes, 3,60 milhões; Soraya Thronicke, 601 mil; e Felipe d’Avila, 560 mil.

Naquele ano, o PDT anunciou apoio a Lula depois de pedir que o PT incorporasse propostas de Ciro ao programa de governo. Tebet declarou voto no petista e passou a fazer campanha com ele. Bolsonaro recebeu o apoio de Zema , então reeleito governador de Minas Gerais. Soraya disse que se absteria.

Os 2 finalistas chegam à nova etapa com rejeição alta. Pesquisa PoderData / Aya encerrada em 2 de outubro mostrou Lula rejeitado por 47% e Flávio, por 46%.

Flávio concentrou parte da campanha no voto útil dos eleitores contrários ao PT. Na véspera da votação, disse não considerar a possibilidade de um 2º turno . Para a etapa seguinte, sua campanha busca ampliar os apoios de partidos e políticos que ficaram fora da disputa presidencial.

Lula procurou se aproximar do eleitorado evangélico e usou na campanha temas como soberania nacional, fim da escala 6 X 1, isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5.000 e aumento real do salário mínimo. O PT defende conversar com adversários do 1º turno e com partidos de centro e de direita.

A campanha petista também passou a relacionar Flávio a Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, a Adriano da Nóbrega e ao caso das rachadinhas. O senador contesta as críticas.

Além dos eleitores dos candidatos que ficaram fora da disputa, as campanhas tentarão mobilizar quem deixou de votar no 1º turno. Foram 33,4 milhões de abstenções, o equivalente a 21% do eleitorado.

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Fonte: Poder360

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