Flávio pede prisão de funcionário da Secom por fake news


Defesa acusa George Marques de compartilhar publicações falsas sobre Nossa Senhora Aparecida; ele diz que agiu por engano
--> copiar link --> Geroge Marques havia repostado na 6ª feira (25.set.2026) uma publicação que incentivava o compartilhamento de informações falsas sobre o candidato do PL ao Planalto, Flávio Bolsonaro Poder360 PODER360 26.set.2026 (sábado) - 12h42 Priorize o Poder no Google A defesa do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou uma notícia-crime ao Ministério Público Eleitoral e pediu a prisão preventiva de George Marques da Silva e Silva , coordenador geral de Estratégia e Informação da Secretaria de Comunicação Social da Presidência. Leia a íntegra da notícia-crime (PDF – 710 kB).
Marques republicou na 6ª feira (25.set.2026) uma mensagem que incentivava o compartilhamento da fake news de que Flávio e o PL apoiavam a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A republicação foi apagada horas depois.
A campanha diz que não se tratou de um caso isolado. Na notícia-crime, cita outras 3 publicações republicadas por Marques sobre o mesmo assunto:
Os advogados afirmam que os compartilhamentos podem configurar o crime de divulgação de fatos sabidamente falsos sobre candidatos, estabelecido no artigo 323 do Código Eleitoral . Segundo a defesa, o uso das redes sociais pode elevar a pena, e as publicações sucessivas devem ser analisadas como continuidade delitiva.
“Repostar é divulgar” , diz a notícia-crime. Os advogados afirmam que Marques sabia que a informação era falsa e que já havia sido corrigida.
Para a defesa, o compartilhamento configura “conduta ilícita de um servidor da Presidência da República cuja função oficial é, literalmente, coordenar a estratégia e a informação da comunicação do governo federal” .
Questionado pelo Poder360 na 6ª feira, Marques disse que não concorda com a mensagem que incentivava a circulação da fake news (síntese de sua resposta). Declarou não se lembrar de tê-la republicado e disse que, se o fez, foi por engano.
“Não me lembro de ter dado RT nesse tuíte [sobre deixar o assunto rolar] . Eu retuitei outras coisas em sequência e, se esse acabou entrando no meio, foi por engano. Não penso isso e essa afirmação não representa minha posição. Se houve o compartilhamento, foi um erro involuntário” , disse.
“Lembro de tê-lo lido, mas isso não significa que eu compartilhe este pensamento. Registro que, como jornalista, defendo que os fatos sejam claros e precisos. Mesmo se eu tivesse dado RT não concordo com esse pensamento” , declarou.
O Poder360 procurou a Secom para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito do pedido da defesa de Flávio. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
Fonte: Poder360
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