FUP Propõe Maior Controle Estatal da Petrobras e Redução de Dividendos
Federação dos petroleiros apresenta 50 sugestões para reorientar a estatal, focando em reestatização e autossuficiência.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) entregou ao novo presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, um dossiê abrangente contendo 50 propostas estratégicas para a reorientação da companhia. O objetivo central é reverter a política de desinvestimento dos últimos anos e consolidar um maior controle do Estado sobre a gestão e os ativos da petrolífera, com foco na soberania energética.
Entre as principais reivindicações da FUP, destaca-se a necessidade de reduzir significativamente o volume de dividendos pagos aos acionistas. A federação argumenta que o capital excedente deveria ser reinvestido na própria empresa, impulsionando a pesquisa, o desenvolvimento e a expansão da infraestrutura, em vez de ser distribuído excessivamente aos detentores de ações.
O documento também preconiza a reestatização de refinarias que foram privatizadas nos últimos anos. A FUP defende que a concentração da capacidade de refino em mãos estatais é crucial para garantir o abastecimento interno de combustíveis e reduzir a dependência de importações, mitigando a volatilidade dos preços internacionais do petróleo.
Outro ponto crucial das propostas é o estímulo ao aumento da capacidade de refino nacional e à verticalização da produção. A federação pleiteia que a Petrobras invista massivamente na modernização e ampliação de suas unidades de refino, transformando o petróleo bruto em derivados de maior valor agregado dentro do território nacional.
As mudanças sugeridas pela FUP abrangem ainda a revisão da política de exploração do pré-sal. A entidade defende uma abordagem que maximize o aproveitamento desses recursos estratégicos para o desenvolvimento nacional, priorizando a geração de empregos e o avanço tecnológico interno, em detrimento de parcerias que possam diluir o controle estatal.
O documento reflete uma visão mais intervencionista para a Petrobras, alinhada às expectativas de parte do governo que defende um papel mais ativo da estatal na economia brasileira. As propostas agora serão analisadas pela nova diretoria, que terá o desafio de equilibrar os interesses de mercado com as diretrizes de política energética do país.
Fonte: Poder360
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