Golpe da UNICEF: Três presos por fraudar doações em nome da instituição
Operação conjunta prende suspeitos no Maranhão e Mato Grosso; prejuízo de R$ 10 mil já identificado por vítima.
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Três homens foram detidos nesta quinta-feira (13) em operações coordenadas pela Polícia Civil do Distrito Federal, acusados de se passarem pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para arrecadar doações falsas. As prisões ocorreram nas cidades de Imperatriz (MA) e Lucas do Rio Verde (MT), culminando uma investigação sobre um esquema fraudulento que se estendia por quase uma década.
Segundo as autoridades, o grupo criminoso operava desde 2014, contatando vítimas por telefone e mensagens, e as induzindo a realizar transferências financeiras via PIX, sob o pretexto de estarem contribuindo para causas da UNICEF. Uma das vítimas reportou um prejuízo de R$ 10 mil, transferido diretamente para os golpistas.
A estratégia dos fraudadores incluía a abertura de uma conta MEI (Microempreendedor Individual) utilizando o nome da prestigiada organização humanitária, o que conferia uma camada de credibilidade às suas abordagens. A polícia revelou que, enquanto as pessoas acreditavam estar ajudando crianças necessitadas, na verdade, estavam financiando as atividades de uma organização criminosa.
As investigações identificaram vítimas não apenas no Distrito Federal, mas também em outros estados brasileiros, evidenciando a abrangência da atuação do grupo. A operação conjunta demonstra a complexidade e a extensão desse tipo de crime, que se aproveita da boa-fé da população.
Os suspeitos deverão responder por uma série de crimes, incluindo estelionato eletrônico, associação criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso. A soma das penas para essas infrações pode alcançar até 21 anos de reclusão, além de multas, conforme a legislação vigente.
A Polícia Civil continua as apurações para determinar o valor total arrecadado pelo esquema ao longo dos anos e se há mais envolvidos. As autoridades alertam a população para sempre verificar a autenticidade de pedidos de doação, especialmente aqueles que solicitam transferências diretas para contas bancárias pessoais ou de MEIs desconhecidos.
Fonte: G1 DF
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