Governo amplia desoneração de combustíveis por mais 1 mês


Medidas incluem gasolina, etanol e diesel e buscam conter os efeitos da guerra sobre os preços
Governo anuncia novas medidas para conter os efeitos da guerra sobre os preços dos combustíveis Sérgio Lima/Poder360 - 16.jul.2026 Simone Kafruni de Brasília 9.out.2026 (sexta-feira) - 12h23 Priorize o Poder no Google O governo federal anunciou nesta 6ª feira (9.out.2026) novas medidas para reduzir os efeitos da guerra sobre os preços dos combustíveis no Brasil. O pacote inclui a prorrogação e a ampliação da desoneração de tributos sobre a gasolina, a desoneração do etanol hidratado, o aumento da subvenção ao biocombustível e uma ajuda adicional ao diesel.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, as medidas terão duração de 1 mês.
Durigan afirmou que o governo acompanha diariamente as oscilações do petróleo, as margens de refino e as diferenças de preços praticados no mercado. Segundo ele, as ações buscam proteger a renda das famílias e preservar o abastecimento nacional diante do choque internacional provocado pela guerra.
“A gente tem acompanhado […] a variação de preço, e não só a variação do Brent, mas também as margens de refino e as diferenças de preço que têm aparecido” , declarou o ministro.
No caso da gasolina, o governo vai prorrogar e ampliar a desoneração de PIS/Cofins (Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) e da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) Combustíveis.
Para o etanol hidratado, haverá desoneração tributária e ampliação da subvenção econômica. De acordo com Durigan, o ajuste busca preservar a competitividade do biocombustível em relação aos derivados de petróleo, seguindo as diretrizes aprovadas recentemente pelo Congresso Nacional.
O pacote também inclui uma subvenção adicional ao diesel. Segundo o ministro, a medida busca preservar a segurança do abastecimento no país. Os detalhes operacionais e os valores envolvidos nas medidas não foram apresentados no trecho da coletiva disponibilizado.
Durigan também usou os dados de inflação divulgados nesta 6ª feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para argumentar que o impacto da alta internacional dos combustíveis tem sido mitigado no Brasil.
Segundo os números citados pelo ministro, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumulado em 12 meses chegou a 4,58% em setembro de 2026. No mesmo mês de 2022, quando também havia um choque internacional associado à guerra, o índice estava em 7,17%.
Na alimentação no domicílio, a comparação foi diferente. A inflação acumulada em 12 meses ficou em 4,21% em setembro de 2026, ante 3,28% em setembro de 2022.
Para Durigan, os dados demonstram que as medidas adotadas pelo governo ajudam a reduzir os efeitos da alta dos combustíveis sobre o orçamento das famílias. A comparação, porém, considera os resultados de inflação de 2 períodos distintos e, isoladamente, não permite atribuir as diferenças exclusivamente às políticas de combustíveis.
Fonte: Poder360
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