Governo antecipa contratos de térmicas para reforçar rede elétrica
Medida visa garantir segurança energética diante de efeitos do El Niño e cenário geopolítico. 1,8 GW serão adicionados a partir de setembro.

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) deliberou pela antecipação da entrada em operação de contratos de energia termelétrica, uma medida estratégica para assegurar a estabilidade do fornecimento energético no país. Essa decisão é uma resposta direta aos desafios impostos pelo fenômeno climático El Niño, que pode alterar os regimes de chuva e, consequentemente, a capacidade de geração hidrelétrica, e também pela instabilidade do cenário geopolítico internacional, que afeta a segurança e os preços de combustíveis.
A partir de 1º de setembro, a rede elétrica nacional ganhará um reforço significativo com a adição de 1,8 gigawatts (GW) de capacidade instalada de termelétricas. Essa antecipação é crucial para mitigar riscos de desabastecimento, especialmente durante períodos de maior demanda ou em situações de menor afluência hídrica, garantindo maior flexibilidade e resiliência ao sistema.
Historicamente, o Brasil depende majoritariamente de sua matriz hidrelétrica, tornando-o vulnerável a variações climáticas. A energia termelétrica, embora de custo operacional mais elevado e maior emissão de carbono, serve como uma importante salvaguarda, sendo acionada em momentos de necessidade para complementar a produção das usinas hidrelétricas e manter a segurança do abastecimento.
A medida reflete a preocupação das autoridades em evitar crises energéticas, como as já vivenciadas no passado, que impactaram diretamente a economia e a vida dos cidadãos. O planejamento e a gestão proativa do setor elétrico são fundamentais para sustentar o crescimento e a demanda da população.
Além da antecipação dos contratos, o governo e os órgãos reguladores continuam monitorando de perto as condições climáticas e o cenário energético global. A busca por uma matriz mais diversificada e sustentável, que inclua fontes renováveis como solar e eólica, é um objetivo de longo prazo, mas a gestão do risco no curto e médio prazo exige soluções como a agora implementada.
Fonte: Poder360
Leia também
GDFB3 Contrata Eduardo Neves, Ex-Itaú Chile, Para Liderar Tecnologia
A B3, bolsa de valores brasileira, anunciou a contratação de Eduardo Neves para a área de tecnologia. O executivo, vindo do Itaú Chile, assume o cargo que era ocupado interinamente por Jochen Mielke, trazendo vasta experiência no setor financeiro e em TI.
GDFLucro da Tesla Cai 5% no 2º Trimestre, Receita Atinge US$ 28 Bilhões
A Tesla anunciou uma redução de 5% em seu lucro líquido no segundo trimestre, totalizando US$ 1,11 bilhão. Contudo, a receita da empresa de veículos elétricos alcançou US$ 28,24 bilhões, superando as projeções dos analistas.
GDFPai de santo condenado a 9 anos por estupro de vulnerável em terreiro
Um homem acusado de estuprar uma menina de 12 anos dentro de um terreiro religioso em Sobradinho foi condenado a nove anos de prisão. Ele cumprirá a pena em regime fechado, além de ter sido sentenciado a indenizar a vítima por danos morais.
Mais lidas
- 1Dia Nacional da Capoeira é lei: 15 de julho celebra Patrimônio Cultural
- 2Riacho Fundo II Recebe Terrenos para 90 Moradias Populares
- 3Festival de Cultura Popular anima o Plano Piloto durante três dias
- 4Fortalecimento da Agricultura Familiar: Conheça as Leis do Senado
- 5Receita adia uso obrigatório de CNPJ para profissional P.F. em sistemas
