Homem invaden vagão feminino do Metrô, assedia e fere passageiras
Incidente ocorreu entre a Estação Central e a Praça do Relógio; uma das vítimas teve fratura no joelho e precisará de cirurgia. Suspeito foi liberado após depoimento e visto novamente.
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Uma grave ocorrência de assédio e agressão chocou passageiras do Metrô na tarde da última segunda-feira (14). Um homem de 28 anos invadiu o vagão exclusivo para mulheres, situado entre a Estação Central e a Estação Praça do Relógio, assediando e agredindo diversas ocupantes. O episódio resultou em ferimentos, sendo o mais grave uma fratura no joelho de uma das vítimas, que exige intervenção cirúrgica.
Testemunhas relatam que o agressor fez gestos obscenos ao adentrar o compartimento. Ao ser confrontado e solicitado a se retirar pelas passageiras, o indivíduo reagiu com violência. A situação escalou para uma corrida dentro do vagão, momento em que a vítima Natacha de Oliveira caiu e teve o joelho pisado, resultando na grave lesão. Outra mulher também teria sido enforcada e agredida.
Natacha, em relato emocionado, descreveu o pânico no vagão: “Ele pulou por cima de uma moça, pisei no meu joelho. Ficou em cima dela, enforcando, batendo. Quando percebi, todas haviam corrido”. A vítima precisou ser internada e aguarda procedimento cirúrgico para tratar a fratura, que foi confirmada por exames médicos.
Acionado, o Metrô-DF conseguiu deter o homem, que foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia. Contudo, após prestar depoimento, o suspeito foi liberado, gerando indignação entre as vítimas e a população. A identidade do agressor não foi divulgada pelas autoridades.
A consternação aumentou quando, pouco mais de duas horas após o incidente e sua liberação, o mesmo homem foi avistado novamente na Estação Praça do Relógio e, posteriormente, dentro de outro vagão feminino. Passageiras afirmam que ele já seria conhecido no transporte público por comportamentos semelhantes, indicando que não seria a primeira vez que um episódio desse tipo ocorre.
O Metrô-DF reiterou que o homem foi retirado de suas dependências e a Polícia Civil confirmou a condução e posterior liberação. O caso levanta discussões sobre a segurança nos transportes públicos e a efetividade das medidas de proteção a passageiras, especialmente em espaços designados para a exclusividade feminina.
A comunidade espera por medidas mais eficazes que garantam a segurança de quem utiliza o transporte público diariamente. A reincidência do agressor, logo após ser liberado, amplifica a sensação de vulnerabilidade entre as mulheres e a urgência de respostas por parte das autoridades competentes. A vítima Natacha de Oliveira segue em recuperação, enquanto o caso segue repercutindo na sociedade.
Fonte: G1 DF
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