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Educação

Honestino Guimarães: O legado vivo do estudante em museus e pontes

Cinebiografia sobre o líder estudantil que desapareceu na ditadura militar estreia, enquanto homenagens em marcos da capital perpetuam sua memória.

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Honestino Guimarães: O legado vivo do estudante em museus e pontes

A trajetória de Honestino Monteiro Guimarães, estudante símbolo da resistência à ditadura militar, ganha as telas com a estreia da cinebiografia “Honestino”. O filme, protagonizado por Bruno Gagliasso e dirigido por Aurélio Michiles, narra a vida do jovem que se tornou um ícone da luta pela democracia antes de desaparecer aos 26 anos, em 1973, durante os anos de chumbo.

Mais de cinco décadas após seu sumiço, reconhecido como crime político, a memória de Honestino permanece viva através de inúmeras homenagens. Diplomas póstumos e a anistia política foram concedidos, e seu nome batiza importantes espaços na capital. Sua história de engajamento estudantil começou no ensino médio, intensificando-se na Universidade de Brasília (UnB), onde foi presidente da Federação dos Estudantes Universitários de Brasília (Feub).

Na UnB, o legado de Honestino é particularmente notável. O Teatro de Arena e o Diretório Central dos Estudantes (DCE) carregam seu nome. Em 2024, a universidade anulou a decisão que o desligou, concedendo-lhe postumamente o diploma de geólogo. Essas ações resgatam e perpetuam a importância de sua atuação no movimento estudantil, marcando a instituição com sua presença mesmo após tantos anos.

Além dos ambientes acadêmicos, a figura de Honestino estende-se a marcos urbanos. O Museu Nacional de Brasília, projetado por Oscar Niemeyer, também é batizado em sua honra. Uma das homenagens mais significativas, e que gerou debate, foi a renomeação da antiga Ponte General Costa e Silva para Ponte Honestino Guimarães, em dezembro de 2022, após um longo processo legislativo e derrubada de veto governamental.

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Nascido em Itaberaí (GO), Honestino chegou à capital em 1960. Na clandestinidade, após o Ato Institucional nº 5, ele chegou a ser eleito presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) em 1971. Seu desaparecimento foi registrado em 10 de outubro de 1973, e seu corpo nunca foi encontrado. A declaração de óbito só foi emitida em 1996, na esteira da Lei dos Desaparecidos Políticos.

A luta de Honestino e a sua trágica história foram imortalizadas não só no cinema, mas também na literatura e em documentários. Um minidocumentário produzido pelo Circuito Universitário de Cultura e Arte (CUCA) e o livro “A Paixão de Honestino”, de Betty Almeida, são outras obras que aprofundam a narrativa do estudante que se transformou em mártir e símbolo contra a repressão política no país.

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Fonte: G1 DF

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