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Transporte

Importadores veem risco se EUA proibirem exportação de diesel

Redação Cerrado em Foco•
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Importadores veem risco se EUA proibirem exportação de diesel
Importadores veem risco se EUA proibirem exportação de diesel - imagem 2

Um possível veto dos Estados Unidos às exportações de diesel poderia dificultar e até parar a operação de importadores privados brasileiros. É o que diz o diretor executivo da Abicom (Associação Brasileira de Importadores de Combustíveis), Sérgio Araújo.

A possibilidade foi noticiada pelo jornal Politico. A reportagem afirma que o governo do presidente norte-americano Donald Trump (Partido Republicano, direita) preparava uma restrição de 90 dias às exportações como tentativa de reduzir o preço do combustível no mercado doméstico.

Trump havia defendido publicamente a ideia diante da alta do diesel nos Estados Unidos. A pressão sobre os preços surge a pouco mais de um mês das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. O pleito renovará todas as 435 cadeiras da Câmara e cerca de um terço do Senado.

“Se o Trump proibir as exportações de diesel, os importadores brasileiros terão grande dificuldade para continuar com as operações. Em setembro, 80% do diesel importado vem dos EUA”, disse Araújo ao Poder360.

O Brasil depende do mercado externo para cerca de 25% a 30% do diesel que consome. Ao longo de 2026, os EUA responderam por cerca de um terço das compras brasileiras, atrás da Rússia. As importações russas, porém, ficaram mais concentradas no 1º semestre. Em março e abril, por exemplo, a Rússia respondeu por 81% do valor importado pelo Brasil. Moscou restringiu as exportações do combustível a partir de julho, depois de ataques ucranianos reduzirem a operação de refinarias do país.

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A maior dependência dos EUA ocorre em um momento de pressão sobre o mercado de diesel. Setembro e outubro coincidem com o início do plantio da safra de verão, quando aumenta o consumo de combustível por máquinas agrícolas e pelo transporte rodoviário. Ao mesmo tempo, o petróleo continua em patamar elevado: o Brent voltou a superar US$ 100 por barril nesta 5ª feira (24.set.2026), diante das incertezas sobre o conflito entre Estados Unidos e Irã.

A Petrobras seria a principal alternativa para tentar compensar uma redução das importações privadas. Além de responder pela maior parte do refino nacional, a estatal também importa diesel e tem maior capacidade financeira para absorver oscilações do mercado internacional.

A margem de resposta, contudo, é limitada. O parque de refino brasileiro já opera próximo da capacidade e a própria Petrobras depende de compras externas para complementar a oferta doméstica.

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Fonte: Poder360

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