Inflação sobe 0,82% em setembro; em 12 meses, vai a 4,58%


IPCA acumula alta de 3,95% em 2026; energia elétrica residencial subiu 7,98% no mês
Energia elétrica e alimentos pressionaram a inflação em setembro Sérgio Lima/Poder360 - 3.set.2018 Simone Kafruni de Brasília 9.out.2026 (sexta-feira) - 9h04 Priorize o Poder no Google A inflação oficial do Brasil subiu 0,82% em setembro, depois de recuar 0,32% em agosto. O resultado foi divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta 6ª feira (9.out.2026). A variação representa uma alta de 1,14 ponto percentual em relação ao mês anterior. Eis a íntegra (PDF – 1 MB).
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumula alta de 3,95% em 2026. Em 12 meses, o índice registra variação de 4,58%, ante 4,22% nos 12 meses imediatamente anteriores. Em setembro de 2025, a inflação subiu 0,48%.
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Os 9 grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE registraram alta em setembro. Habitação teve a maior variação, de 2,31%, e o maior impacto sobre o índice, de 0,35 ponto percentual. Transportes subiu 0,89%, enquanto alimentação e bebidas avançou 0,83%.
O grupo Habitação subiu 2,31% em setembro, depois de recuar 1,87% em agosto. A principal pressão veio da energia elétrica residencial, que avançou 7,98% e teve o maior impacto individual no IPCA do mês, de 0,32 ponto percentual.
A alta foi influenciada pelo fim da incorporação do Bônus de Itaipu, creditado nas faturas emitidas em agosto. Também permaneceu em vigor a bandeira tarifária amarela, que acrescenta R$ 1,885 à conta de luz a cada 100 kWh consumidos.
Entre os reajustes regionais, as tarifas de energia elétrica subiram 6,63% em Belém, a partir de 18 de setembro, e 5,42% em São Luís e 6,89% em Vitória, com efeitos desde agosto. Em Rio Branco e Fortaleza, as tarifas caíram 5,20% e 6,65%, respectivamente, com a incorporação de recursos da repactuação do Uso de Bem Público, aprovada pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
O gás encanado subiu 0,05%, influenciado por reajustes em Curitiba e no Rio de Janeiro. A taxa de água e esgoto avançou 0,13%, com destaque para o reajuste de 6,94% em Vitória.
O grupo Transportes subiu 0,89% em setembro, depois de recuar 0,86% em agosto. As passagens aéreas tiveram alta de 9,66%.
Os combustíveis avançaram 1,41%. O etanol subiu 3,16%, o óleo diesel teve alta de 1,69%, a gasolina avançou 1,21% e o gás veicular aumentou 0,10%.
O subitem táxi subiu 0,20%, considerando o reajuste de 8,42% nas tarifas em Belo Horizonte, em vigor desde 8 de agosto.
O grupo Alimentação e bebidas subiu 0,83% em setembro, depois de 3 meses consecutivos de queda. A alimentação no domicílio avançou 0,96%, pressionada principalmente pelo tomate, que subiu 37,76%, e pela batata-inglesa, com alta de 24,07%.
A cebola avançou 10,14%, o arroz subiu 4,56% e as carnes tiveram alta de 0,63%. Entre as quedas, destacaram-se o frango inteiro, com recuo de 1,96%; o frango em pedaços, que caiu 1,41%; e as frutas, com baixa de 1,12%.
A alimentação fora do domicílio acelerou de 0,36% em agosto para 0,48% em setembro. A refeição passou de alta de 0,18% para 0,49%, enquanto o lanche desacelerou de 0,62% para 0,47%.
Além de Habitação, Transportes e Alimentação e bebidas, os outros grupos também registraram alta em setembro. Vestuário subiu 0,71%, comunicação avançou 0,64%, artigos de residência tiveram alta de 0,27% e despesas pessoais aumentaram 0,26%.
Saúde e cuidados pessoais subiram 0,08%, enquanto Educação avançou 0,04%.
Vitória registrou a maior alta regional do IPCA em setembro, de 1,08%, pressionada pela energia elétrica residencial, que subiu 10,85%, e pelo tomate, com avanço de 43,19%.
Goiânia teve a segunda maior variação, de 1,07%, seguida por Belo Horizonte, com 1,05%. Em Brasília, o índice subiu 0,89%.
A menor alta foi registrada em Rio Branco, de 0,53%, influenciada pelas quedas de 14,13% nas passagens aéreas e de 7,40% nos ovos de galinha.
O IPCA é calculado pelo IBGE desde 1980 e considera famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, independentemente da fonte de renda. A pesquisa abrange 10 regiões metropolitanas, além de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.
Fonte: Poder360
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