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Infra em 1 Minuto: o novo trilema energético

Redação Cerrado em Foco•
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Pedro Rodrigues diz que avanço das renováveis exige investimentos em redes, armazenamento e flexibilidade do sistema

--> copiar link --> Reprodução/Pixabay PODER360 3.out.2026 (sábado) - 6h00 Priorize o Poder no Google O Poder360 , em parceria com o CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), lança, neste sábado (3.out.2026), o 182º episódio do programa “Infra em 1 Minuto” . No vídeo, o especialista em energia Pedro Rodrigues , sócio do CBIE, analisa os novos desafios do setor elétrico brasileiro a partir do World Energy Trilemma Report 2026 , do World Energy Council.

O programa é publicado semanalmente no canal do Poder360 no YouTube.

O relatório, de 21 de setembro, analisa como os sistemas energéticos conciliam 3 objetivos: segurança energética, preços acessíveis e sustentabilidade. Na edição de 2026, o World Energy Council afirma que os ganhos mais simples da transição energética já foram, em grande medida, capturados e que os desafios passaram da instalação de novas fontes para a integração dos sistemas.

O Brasil é citado como exemplo. Cerca de 90% da eletricidade do país vem de fontes renováveis, mas o sistema enfrenta aumento do curtailment —cortes ou restrições da geração quando a energia disponível não consegue ser absorvida pela rede ou pela demanda. Segundo o relatório, o cenário mostra a necessidade de integrar geração, armazenamento, mercado e mecanismos de flexibilidade.

Para Rodrigues, a expansão de eólicas e solares representou a etapa mais simples da transição. As fontes têm custos competitivos, podem ser instaladas rapidamente e ajudam a reduzir emissões. O desafio aparece à medida que a geração cresce mais rápido do que a capacidade do sistema de transportar ou consumir a energia produzida.

“ A partir de certo ponto, cada nova usina entrega menos, porque gera numa hora e num lugar em que não há linha nem consumo para absorver ”, afirmou.

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Rodrigues disse que a solução depende também do desenho do mercado e dos sinais econômicos dados aos consumidores e investidores. Ele cita como exemplo a geração distribuída –como painéis solares instalados em casas, comércios e indústrias–, cujo modelo de compensação, em sua avaliação, gera discussão sobre a divisão dos custos fixos da rede entre os usuários.

“ Só energia abundante não é energia competitiva ”, declarou.

Para o especialista, o avanço das fontes renováveis também não elimina a necessidade de garantir segurança de abastecimento. Petróleo e gás, segundo ele, continuam desempenhando papel no atendimento à demanda enquanto o sistema incorpora mais fontes variáveis e mecanismos de flexibilidade.

A questão para o Brasil, afirma Rodrigues, passa a ser não só quanto de energia o país consegue produzir, mas quanto consegue efetivamente utilizar, em quais horários e a qual custo.

“ O recado para o planejador é claro: menos meta, mais preço certo, remunerando segurança e flexibilidade ”, afirmou.

Leia os posts sobre os outros episódios do programa “Infra em 1 Minuto” :

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Fonte: Poder360

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