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Injeção semestral contra HIV custa até R$ 20.900

Redação Cerrado em Foco•
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Injeção semestral contra HIV custa até R$ 20.900
Injeção semestral contra HIV custa até R$ 20.900 - imagem 2

Anvisa registra teto de R$ 20.914,22 para o Sunlenca; medicamento não é vendido em farmácias nem está disponível no SUS

O medicamento Sunlenca, produzido pela farmacêutica Gilead Sciences, tem aplicação a cada 6 meses Divulgação/Gilead Sciences PODER360 19.out.2026 (segunda-feira) - 15h44 Priorize o Poder no Google O preço máximo ao consumidor da injeção semestral usada na prevenção do HIV é de R$ 20.914,22 no Brasil. O valor consta em consulta da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), com dados atualizados em 9 de outubro de 2026. O medicamento Sunlenca , produzido pela farmacêutica Gilead Sciences, tem aplicação a cada 6 meses.

A consulta de preços da Anvisa indica diferentes valores para a mesma apresentação do medicamento. O maior preço exibido é de R$ 20.914,22. O produto tem alíquota de ICMS de 0% e registro sanitário sob o número 1092900150014.

O Sunlenca tem como princípio ativo o lenacapavir, um antirretroviral desenvolvido para prevenir a infecção pelo HIV. A aplicação semestral é uma alternativa à PrEP (profilaxia pré-exposição) oral, que exige o uso diário de comprimidos para reduzir o risco de transmissão do vírus.

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A Anvisa autorizou o uso do medicamento como PrEP em 12 de janeiro de 2026. A indicação contempla adultos e adolescentes a partir de 12 anos, com peso mínimo de 35 kg, que estejam sob risco de adquirir o HIV por via sexual. Antes de iniciar o tratamento preventivo, é necessário confirmar que a pessoa não está infectada pelo vírus.

Nos estudos clínicos avaliados pela agência reguladora, o lenacapavir apresentou eficácia de 100% na prevenção do HIV entre mulheres cisgênero. Em outro estudo, realizado com homens cisgênero e pessoas de gênero diverso, a eficácia foi de 96% em comparação com a incidência de base e de 89% em relação à PrEP oral diária.

A eventual inclusão do lenacapavir no SUS envolve análise da Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias), que avalia evidências clínicas, custos e impacto orçamentário. Até que haja uma decisão sobre a incorporação, a fixação do preço máximo não representa garantia de distribuição gratuita do medicamento. O medicamento ainda não é vendido nas farmácias.

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Fonte: Poder360

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