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Economia

Intenção de Consumo das Famílias recua e alerta mercado da capital

Pesquisa da CNC aponta que otimismo dos consumidores diminuiu, com alto endividamento e contas em atraso impactando o poder de compra.

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Intenção de Consumo das Famílias recua e alerta mercado da capital
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A intenção de consumo das famílias na capital federal apresentou uma desaceleração em agosto, conforme revelado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) atingiu 84,7 pontos, o que o posiciona abaixo da chamada “zona de satisfação”, que começa a partir dos 100 pontos. Este declínio de 1,1% em relação ao mês anterior sinaliza um panorama de menor otimismo entre os consumidores.

Historicamente, o ICF já atingiu patamares mais elevados na região, como os 109,7 pontos registrados em dezembro de 2023. A queda atual reflete uma percepção de instabilidade econômica e financeira que tem levado as famílias a adotarem uma postura mais conservadora em seus gastos.

O principal fator por trás dessa retração é o cenário de endividamento. A pesquisa da CNC revela que 78,8% das famílias entrevistadas na capital estão com algum tipo de dívida, um índice consideravelmente alto. Desse grupo, 50,9% relatam ter contas em atraso, o que demonstra uma dificuldade significativa na gestão de seus compromissos financeiros.

Quando analisados os componentes do ICF, a preocupação dos consumidores se torna ainda mais evidente. O subitem relacionado à Perspectiva Profissional foi o que mais caiu em relação a julho, com uma retração de 6,6%, atingindo 108,1 pontos. Embora ainda esteja na zona de satisfação, a queda indica um receio crescente quanto à manutenção ou melhoria de suas colocações no mercado de trabalho.

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Além disso, as Expectativas de Consumo e a Avaliação de Renda Atual também tiveram quedas notáveis, de 3,6% e 3,5%, respectivamente. Esses dados apontam para uma visão menos favorável sobre a capacidade futura de compra e sobre o poder aquisitivo presente das famílias, influenciando diretamente a disposição para adquirir bens e serviços.

Por outro lado, o item de Condições de Acesso ao Crédito registrou um aumento de 3,8% em agosto, alcançando 87,4 pontos. Apesar do crescimento, este indicador ainda permanece abaixo da zona de satisfação, sugerindo que, embora o crédito possa estar um pouco mais acessível, as condições gerais (como taxas de juros ou aprovação) ainda não são consideradas ideais pelos consumidores.

O levantamento da CNC, que monitora a confiança dos consumidores há mais de 13 anos, é um termômetro importante para o setor varejista e de serviços. A menor intenção de consumo sinaliza que o comércio local pode enfrentar desafios adicionais nos próximos meses, à medida que as famílias priorizam a quitação de dívidas e a contenção de gastos em detrimento de novas compras. Os resultados reforçam a necessidade de políticas econômicas que estimulem a recuperação da renda e a redução do endividamento para revitalizar o mercado.

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Fonte: Oito Quatro Notícias

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