Publicidade
Segurança

Janones apagou 499 conteúdos do grupo Exército de Lula

Redação Cerrado em Foco•
Compartilhar:
Janones apagou 499 conteúdos do grupo Exército de Lula
Janones apagou 499 conteúdos do grupo Exército de Lula - imagem 2

Equipe de Flávio Bolsonaro identificou mensagens que o deputado eliminou e por isso não foram identificadas pelo TSE ao analisar o caso

Segundo a campanha de Flávio, Janones excluiu 499 conteúdos do canal. Isso explicaria por que a área técnica do Tribunal Superior Eleitoral não identificou as possíveis fake news que motivaram o pedido de suspensão do canal.

Formulário de cadastro alertas grátis do Poder360 concordo com os termos da LGPD . Inscreva-se Inscreva-se

O “Exército do Lula” é um canal criado por Janones para distribuir mensagens favoráveis ao presidente e contrárias a Flávio. Os dois candidatos disputam o 2º turno da eleição presidencial.

Segundo a campanha de Flávio, Janones enviava “missões” aos seguidores do canal, orientando-os a compartilhar publicações. As mensagens, segundo a ação apresentada pelo senador, difundiam “conteúdos desinformativos e ofensivos” .

Entre os conteúdos que teriam sido excluídos estavam imputações de crimes ao ministro do TSE André Mendonça e afirmações de que Flávio, se eleito, reduziria aposentadorias e extinguiria benefícios sociais, como o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Na 2ª feira (12.out.2026), a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do Tribunal Superior Eleitoral informou não ter encontrado , nas publicações examinadas no canal de 2 a 11 de outubro, fake news que justificassem a suspensão.

A campanha de Flávio, porém, alega que os conteúdos alvos de controvérsia foram apagados por Janones.

“Sempre que vocês cumprirem uma missão curta, como essa, eu vou deletar para não poluir aqui, ok? Essa matéria da página do [Luiz] Bacci já vou apagar” , escreveu Janones em 11 de outubro de 2026.

Publicidade

O “Exército do Lula”, administrado por Janones, tornou-se alvo de disputas judiciais durante a campanha presidencial.

Em 7 de outubro, a defesa de Flávio apresentou ao ministro Ricardo Villas Bôas Cueva , corregedor-geral da Justiça Eleitoral, uma Aije (ação de investigação judicial eleitoral) contra Janones, Lula e Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice-presidente. A ação acusava os investigados de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação em benefício da chapa governista. Flávio também pediu a suspensão do canal. Eis a íntegra (PDF – 4,8 MB).

Em 10 de outubro, Cueva recebeu a ação e determinou que Janones, Lula e Alckmin se manifestassem em 5 dias . O ministro também deu 72 horas para que Flávio esclarecesse se havia apresentado pedidos semelhantes em outros processos e quais decisões haviam sido tomadas. O senador deveria ainda individualizar as irregularidades atribuídas às publicações que pretendia remover. Eis a íntegra (PDF – 124 KB).

No domingo (11.out), Nunes Marques determinou que a Meta suspendesse o canal em 3 horas . Segundo o ministro, a medida buscava interromper “a utilização de estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos” que o TSE “já reconheceu como inverídicos” . Eis a íntegra (PDF – 1,8 MB).

Posteriormente, Cueva determinou o restabelecimento provisório do “Exército de Lula” até que o plenário do TSE examine a controvérsia. O corregedor considerou insuficientes as provas regularmente apresentadas na ação judicial para justificar a suspensão integral do canal e afirmou que a existência de conteúdos potencialmente ilícitos não autoriza, por si só, o bloqueio de todas as publicações.

Cueva também questionou Flávio por apresentar pedidos semelhantes em processos diferentes –uma Aije à Corregedoria e um processo administrativo à Presidência do TSE. O ministro determinou que caberá ao plenário do Tribunal decidir sobre o caso, além de avaliar a sobreposição dos procedimentos. Eis a íntegra (PDF – 180 KB).

Em informação técnica, a equipe identificou práticas de mobilização coordenada e amplificação de conteúdos. Também registrou que a exclusão e a edição de mensagens dificultam a reconstituição do histórico do canal. Eis a íntegra (PDF – 1,5 MB).

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Fonte: Poder360

Compartilhar:

Leia também

Mais lidas

  1. 1Nara Ayres Britto, advogada e filha de ex-ministro, celebra casamento
  2. 2Filha mata pai cadeirante em Bragança Paulista e transmite crime online
  3. 3AtlasIntel confirma PoderData/Aya e dá Flávio com 53% e Lula com 47%
  4. 4Acidente entre caminhões deixa dois mortos na DF-290, próximo ao Gama
  5. 5PM-GO sob investigação por agressão brutal durante abordagem em Formosa