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Saúde

Justiça do Tocantins reconhece violência vicária em caso de menino morto na casa do pai

Mãe de Gustavo Feitosa, Sabrina da Silva Feitosa, e advogada Stella Bueno são excluídas de investigação criminal.

Redação Cerrado em Foco•
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Justiça do Tocantins reconhece violência vicária em caso de menino morto na casa do pai
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A Justiça do Tocantins determinou a exclusão de Sabrina da Silva Feitosa, mãe de Gustavo Feitosa, de 3 anos, e da advogada Stella Bueno da investigação sobre a morte da criança. A decisão, divulgada nesta segunda-feira (28/9) pela defesa de Sabrina, reconheceu expressamente a violência vicária sofrida pela mãe, apontando que o próprio filho teria sido usado como instrumento de punição emocional contra ela.

Segundo o Poder Judiciário, não há justa causa para a persecução penal de Sabrina, que não se omitiu na defesa do filho. A decisão destaca as reiteradas buscas da mãe por atendimento na rede de saúde e proteção, além da existência de um contexto contínuo de violência, ameaças e coação. Com isso, os nomes de Sabrina e Stella foram imediatamente excluídos de quaisquer registros investigativos relacionados aos fatos.

Para a defesa de Sabrina, transformar uma mãe que perdeu o filho em alvo de uma investigação criminal representou a ampliação de um sofrimento institucional. A sentença, conforme os advogados, reafirma que uma vítima não pode ser responsabilizada penalmente por não ter conseguido impedir uma situação que também não foi evitada pelo sistema de proteção.

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Gustavo Feitosa foi encontrado morto em 3 de agosto na casa do pai, o advogado Igor Gustavo Veloso de Sousa, em Palmas (TO). Igor e a madrasta da criança, Kathellen Moreira, foram presos três dias após o óbito. O laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontou que Gustavo morreu após sofrer múltiplas agressões e violência sexual, com a causa da morte sendo choque hemorrágico e neurogênico, hemorragia interna, laceração intestinal (reto) e violência sexual anal.

Dias antes de sua morte, Gustavo foi gravado pela mãe chorando e dizendo que não queria ir para a casa do pai, afirmando: “Ele me bate”. Os pais de Gustavo mantinham disputas judiciais, e a mãe foi orientada a não impedir a convivência do menino com o pai para evitar alegação de alienação parental, além de mover uma ação para cobrar pensão alimentícia. Em 2023, Igor Gustavo foi denunciado por ameaçar uma ex-companheira, mãe da criança, por áudios após uma discussão. Na época, ele presidia o Tribunal de Ética da OAB-TO.

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Fonte: Metrópoles - DF

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