Publicidade
Publicidade
Saúde

Laudo da PF culpa pilotos e despachante por queda de avião da Voepass

Investigação aponta falhas recorrentes e negligência que culminaram na tragédia aérea.

Redação Cerrado em Foco
Compartilhar:
Laudo da PF culpa pilotos e despachante por queda de avião da Voepass

A investigação da Polícia Federal sobre a queda do avião da Voepass em Vinhedo (SP), que resultou na morte de 62 pessoas em agosto de 2024, aponta uma série de falhas humanas e operacionais como causa do desastre. O laudo detalha que a tragédia foi precedida por um padrão de negligência, envolvendo tanto os pilotos quanto o despachante operacional de voo (DOV).

Segundo a perícia, tripulações anteriores omitiram registros de panes graves no diário de bordo técnico para evitar que a aeronave ficasse parada. Além disso, o Despachante Operacional de Voo (DOV) liberou a decolagem mesmo com equipamentos obrigatórios inoperantes e previsão de gelo severo na rota, condições que, conforme as regras, deveriam impedir a partida.

A análise da PF revelou que a tripulação que sofreu o acidente já convivia com falhas no sistema de degelo, um problema que não foi devidamente documentado em voos anteriores. A caixa-preta registrou o piloto reclamando do mau funcionamento do sistema pouco antes da queda, evidenciando que a “ausência de registros dessas falhas recorrentes nos TLBs dos voos anteriores representa uma quebra direta das responsabilidades atribuídas às tripulações”.

O documento enfatiza que o registro de falhas não é opcional, sendo crucial para a segurança operacional, a manutenção corretiva e a rastreabilidade técnica da aeronave. Ao não documentarem adequadamente eventos recorrentes, as tripulações anteriores interromperam o fluxo de segurança, impedindo a manutenção de intervir antes do voo fatídico.

Publicidade

Adicionalmente, a investigação destacou que o despacho do voo PTB2283 não respeitou as vedações da lista de equipamentos mínimos, com a aeronave decolando com falhas formalmente reportadas que impediam sua operação em determinadas condições meteorológicas. Entre os problemas estava a inoperância do limpador do para-brisa, diante da previsão de chuva no destino.

O ex-chefe dos pilotos da Voepass, Rafael Gimenez Rodrigues, deve ser um dos responsabilizados criminalmente, juntamente com outros funcionários da administração da companhia aérea. O Ministério Público Federal (MPF) acompanhará os processos criminais. A Voepass, por sua vez, informou que aguarda a divulgação oficial do relatório para se manifestar, reiterando seu compromisso com a segurança e a colaboração com as autoridades.

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Fonte: G1 DF

Compartilhar:

Leia também

Mais lidas

  1. 1Plataforma Fatal Model busca investidores na XP Expert para expansão
  2. 2Haddad lança pré-candidatura ao governo de SP com 'Coração Tranquilo'
  3. 3SUS Expande Cuidados Paliativos com Apoio ao Luto para Famílias
  4. 4Dono de van escolar foragido por estupro de vulneráveis é preso no DF
  5. 5Linha 2 do Metrô-DF: Conectando Gama e Santa Maria ao centro urbano
Publicidade