Lula cobra rastreamento de balas; Flávio questiona fronteiras


Presidente questionou retirada da identificação de munições; senador responsabilizou governo pela entrada de armas ilegais no país
O presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) durante o 1º debate presidencial do 2º turno promovido pela "Band” Reprodução/YouTube @bandjornalismo - 18.out.2026 PODER360 18.out.2026 (domingo) - 21h45 Priorize o Poder no Google O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discutiram neste domingo (18.out.2026) o rastreamento de munições e a entrada de armas ilegais no Brasil durante o debate presidencial da Band , em São Paulo.
Lula questionou Flávio sobre a proposta de retirar a identificação de munições, mecanismo que permite rastrear a origem de cartuchos utilizados em crimes.
“ Por que você queria tirar a marca das balas, o número da bala, para que não fosse identificada? ”, perguntou o petista.
Flávio negou ter defendido a medida. “ Nunca quis tirar nada disso ”, respondeu.
O senador, então, responsabilizou o governo Lula pela entrada de armamentos ilegais no país e afirmou que a falta de fiscalização nas fronteiras contribui para o domínio territorial de organizações criminosas.
“Você que não fiscaliza as fronteiras. Como é que os fuzis entram? ”, questionou Flávio.
O candidato do PL também afirmou que o problema da segurança pública está relacionado às armas ilegais utilizadas por traficantes. “ O problema não é arma legal, é arma ilegal que você está deixando entrar pelo país e oprimir você que mora nessas comunidades ”, declarou.
Lula rebateu mencionando a flexibilização das regras de acesso a armas e munições durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “ No governo deles, eles liberaram mais de 1 milhão de armas, que uma parte delas foi para o crime organizado, e 1 bilhão e 100 milhões de balas ”, disse o presidente.
Flávio contestou os números apresentados pelo petista. “ Esse número não existe, você inventou ”, afirmou. Lula insistiu na crítica à política armamentista do governo anterior e pediu que os eleitores pesquisassem as declarações dos candidatos na internet.
A discussão sobre o rastreamento de munições envolve o Projeto de Lei 3.723 de 2019 , apresentado durante o governo Jair Bolsonaro. A proposta altera regras do Estatuto do Desarmamento e estabelece a retirada de exigência de identificação individual de cartuchos destinados às forças policiais.
A marcação de munições é um dos mecanismos utilizados para identificar a origem do material e auxiliar investigações sobre desvios de armamentos.
Na 6ª feira (16.out.2026), durante entrevista à TV Globo , Flávio foi questionado sobre a proposta e classificou a discussão sobre o rastreamento como um “ detalhezinho ” . O senador afirmou que pretende priorizar investimentos em tecnologia e inteligência artificial para combater o crime organizado.
No debate da Band , Flávio voltou a defender o combate à entrada de armas ilegais pelas fronteiras. Lula, por sua vez, responsabilizou a política armamentista do governo Bolsonaro pela ampliação da circulação de armas e munições no país.
O debate presidencial da Band no 2º turno é o 1º confronto direto entre o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro. O encontro é realizado em São Paulo. Tem duração prevista de 2 horas e é mediado pelos jornalistas Adriana Araújo e Eduardo Oinegue.
O debate é dividido em 3 blocos. No 1º, os candidatos respondem a perguntas dos mediadores e participam de um confronto direto de 30 minutos, com 15 minutos de fala para cada um administrar livremente. No 2º e no 3º blocos, há perguntas dos jornalistas e rodadas de questionamentos entre os candidatos, com direito a resposta, réplica e tréplica. O último bloco termina com as considerações finais.
As pesquisas nacionais mais recentes para o 2º turno mostram Flávio numericamente à frente de Lula em 11 dos 13 levantamentos compilados pelo Poder360 . O petista está nessa situação em 1 estudo. Na pesquisa mais recente do PoderData/Aya , os candidatos estão empatados, com 50% dos votos válidos cada um.
A comparação considera os votos válidos e inclui pesquisas com entrevistas realizadas de 3 a 17 de outubro. Os candidatos disputarão o 2º turno em 25 de outubro.
Fonte: Poder360
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