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Economia

Lula diz na ONU que não cederá à pressão para privatizar o Pix

Redação Cerrado em Foco
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Lula diz na ONU que não cederá à pressão para privatizar o Pix
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira (22.set.2026) que o Brasil não vai ceder às pressões de multinacionais que querem privatizar o Pix. A declaração foi feita durante discurso na Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York.

“Não vamos ceder às pressões de multinacionais que querem privatizar o nosso Pix”, disse Lula. Segundo o presidente, o sistema é uma “infraestrutura de pagamentos pública e gratuita” que ampliou a inclusão financeira no país.

Lula incluiu a defesa do Pix em um trecho do discurso dedicado à transformação tecnológica e à necessidade de regulamentação das grandes empresas de tecnologia.

O presidente afirmou que é uma “omissão histórica” não enfrentar os desafios relacionados à regulamentação das big techs e da inteligência artificial.

Segundo Lula, um grupo de empresas de tecnologia promove uma “corrida sem freios éticos” e atua à revelia da ONU e do painel científico sobre inteligência artificial.

O presidente também citou a necessidade de proteger famílias dos efeitos dos algoritmos. Ele afirmou que empresas que conhecem os riscos de seus produtos transferem para as famílias a tarefa de lidar com essas tecnologias.

Lula criticou ainda a indústria de apostas esportivas e jogos on-line. Disse que o setor transforma o vício em lucro e afirmou que sua disseminação está endividando e prejudicando famílias. “O Brasil não vai tolerar esse modelo de negócio”, declarou.

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O presidente disse que o governo aprovou uma legislação que considera avançada para proteger crianças, adolescentes e mulheres no ambiente digital.

Também defendeu a remuneração de artistas, músicos e criadores de conteúdo audiovisual.

Esta foi a 11ª participação de Lula na abertura da Assembleia Geral da ONU como presidente da República. Ele discursou pela primeira vez em 2003 e voltou à tribuna em 2004, 2006, 2007, 2008, 2009, 2023, 2024 e 2025. Em 2005, participou da reunião de alto nível da ONU, mas não abriu o debate geral. Em 2010, não viajou a Nova York, e o então chanceler Celso Amorim discursou em seu lugar.

A viagem deste ano será curta. Lula chegou a Nova York no domingo (20.set) e tem retorno previsto para esta terça-feira (22.set), depois do discurso. Antes da Assembleia, cumpriu reuniões bilaterais, entre elas com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani. Também tem encontro previsto com o secretário-geral da ONU, António Guterres.

A agenda brasileira na ONU inclui ainda reuniões sobre a situação da Palestina e a solução de 2 Estados, desigualdade, consolidação da paz e direito internacional humanitário. O ministro Mauro Vieira (Relações Exteriores) presidirá a reunião da Zopacas, enquanto Wellington Dias (Desenvolvimento e Assistência Social) participará de atividades da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

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Fonte: Poder360

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