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Saúde

Mãe de bebê carbonizado em lixão escondeu gravidez por meses

Redação Cerrado em Foco•
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Mãe de bebê carbonizado em lixão escondeu gravidez por meses
Mãe de bebê carbonizado em lixão escondeu gravidez por meses - imagem 2

Material cedido ao metrópoles Ler resumo Caso no DF: uma mulher de 35 anos descartou um recém-nascido em um amontoado de lixo no Recanto das Emas; Medidas policiais: o casal foi preso em flagrante por infanticídio e levado à 27ª DP; Apuração do Metrópoles : parentes informaram que a mulher escondeu a gestação da família porque o marido estava preso; Investigação técnica: o IML realiza exames para determinar as circunstâncias da morte da criança. Resumo gerado por ferramenta de IA

A mãe que descartou um bebê em um amontoado de lixo no Recanto das Emas (DF) nesta sexta-feira (25) escondeu a gestação de toda a família, segundo parentes ouvidos pelo Metrópoles . O motivo do segredo teria sido o fato de a mulher ter concebido o filho enquanto o seu marido estava preso, meses atrás.

As​ imagens de câmeras de segurança da região registraram a mãe caminhando com uma sacola, onde o recém-nascido foi transportado. As filmagens mostram a mulher hesitando inicialmente, mas, em seguida, descartando o pacote no lixo.

Após ser localizada pelas autoridades, a mãe, de 35 anos, foi levada a uma unidade de saúde em função da anemia pós-parto e, logo em seguida, levada junta ao compnheiro para a 27ª DP, onde foram presos em flagrante pelo crime de infanticídio. O casal será levado para a Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP) da Policia Civil do Distrito Federal (PCDF) , onde aguardará a decisão do juiz responsável pelo caso.

O Instituto de Medicina Legal (IML) realiza os exames para identificar se a criança nasceu viva, se foi descartada com vida e, principalmente , se estava viva no momento da carbonização. O laudo pode levar até 30 dias para ser concluído.

O caso veio à tona após um catador de materiais recicláveis encontrar o corpo do recém-nascido, que ainda estava com a placenta colada, em meio ao lixo. O trabalhador alertou uma mulher que passava pelo local. A mulher passou mal ao ver a cena e pediu ajuda em uma borracharia.

O proprietário do estabelecimento, Adriano Pereira Leite Neto, de 45 anos, prestou socorro à mulher e acionou a Polícia Militar. Em conversa com o Metrópoles , ele se mostrou consternado com a situação. “Cena difícil”, disse.

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Antes de ser confrontada com as imagens das câmeras de segurança, a mulher disse às autoridades que sofreu um aborto espontâneo e que o feto teria caído no vaso sanitário de casa quando ela foi ao banheiro.

O companheiro da mulher afirmou que sequer sabia da gravidez da esposa. Depois, o homem mudou o relato, alegando que percebeu que a mulher tinha sangramentos, mas disse que saiu para trabalhar e retornou às 6h. Ao voltar para casa, a suspeita já havia descartado o bebê.

A versão, no entanto, contradiz as evidências colhidas pela polícia. Conforme as imagens de câmeras de segurança da região, a mulher aparece com o bebê em um saco de lixo na porta de casa. Ela caminha até um ponto, mas recua. Em seguida, segue novamente e conclui o descarte do pacote no lixo.

As autoridades estão à procura de um homem que foi visto nas câmeras de segurança ateando fogo no monte de lixo.

Ainda não se sabe se esse terceiro indivíduo tinha conhecimento de que o bebê estava lá ou se a sua intenção era queimar apenas os entulhos.

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Fonte: Metrópoles - DF

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