Maiores empregadores precisam ser favorecidos, diz economista


José Roberto Afonso diz que premiar as empresas que mais contratam pela CLT é melhor do que punir quem usa outros sistemas de trabalho
--> copiar link --> O economista José Roberto Afonso afirmou que o Brasil é uma das economias que mais avançou em direção ao trabalho independente Divulgação/José Roberto Afonso Paulo Silva Pinto de Brasília 26.set.2026 (sábado) - 10h02 Priorize o Poder no Google O economista José Roberto Afonso defendeu o favorecimento de empresas que mais contratam funcionários com registro na carteira de trabalho. Seria uma alternativa a punir empresas que usam contratos empresariais para recrutar serviços.
O ministro Dario Durigan (Fazenda) havia dito em 25 de agosto de 2026 que a contratação de empregados como PJ (pessoa jurídica) não deve ser feita como forma de evitar a contribuição previdenciária.
Trata-se de “ abuso ” a ser coibido, na avaliação de Durigan. O governo discute a cobrança de uma contribuição adicional à previdência social de empresas que têm muitos contratos com PJ em situações nas quais poderiam haver pessoas com registro em carteira de trabalho.
Professor do IDP (Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa) e da Universidade de Lisboa, Afonso afirmou ao Poder360 que é preciso fazer algo diferente: favorecer que tem mais funcionários por meio de descontos em outros tributos.
“ Deve ser algo para qualquer contribuinte, mas com diferenciação por critério técnico, premiando-se proporcionalmente mais quem mais emprega em relação ao que vende ”, disse. Citou o exemplo de restaurantes como empresas nessa situação.
“ A proposta é que uma parcela pequena do que efetivamente se paga para previdência sobre folha seja reduzida de contribuições devidas pelo mesmo contribuinte ”, disse.
Como exemplos, citou a CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), que passará a vigorar a partir de 2027. Ele disse ser contra a caracterização disso como um benefício fiscal ou incentivo.
O economista criticou o termo “ pejotização ”, em referência a PJ, para se referir a quem tem contratos sem registro em carteira de trabalho. Afirmou que o “ trabalho independente ” é positivo e deve existir em alguns empreendimentos.
“ O diferencial positivo no Brasil é que parcela expressiva e crescente do trabalho independente tem sido formalizada ”, afirmou. Ele disse que isso se dá por meio dos MEI (microempreendores individuais) ou por pequenas empresas.
A Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou na 4ª feira (23.set.2026) que 35% dos trabalhadores por conta própria têm registro como PJ. É a maior marca desde o início da série histórica, em 2012. A sindicalização ficou estável, em 8,8% da população ocupada.
Na avaliação de Afonso, isso demonstra a necessidade de mudanças regulatórias. “ Precisamos modernizar a seguridade social e a proteção social para tais trabalhadores. Não pode mais ficar restrita apenas à parcela deles que tenha carteira assinada ”, disse. A contribuição previdenciária é responsável pelo pagamento de 2/3 dos custos das aposentadorias. O restante é proveniente de outras fontes, principalmente contribuições como a CSLL.
“ Há uma sensação em outros países de que o Brasil é das economias que mais avançou na direção do trabalho independente ”, disse Afonso.
Na avaliação do economista, muitas das situações de trabalho autônomo favorecem pessoas com alta remuneração. É o caso de engenheiros de manutenção que podem atender a várias indústrias diferentes. Outros funcionários precisam trabalhar com exclusividade e ter registro em carteira de trabalho. Os salários são proporcionalmente mais baixos.
Fonte: Poder360
Leia também
EducaçãoGrupo conservador do vice dos EUA buscou vir ao Brasil, diz jornal
Rockbridge, fundado por J.D. Vance, procurou empresários e políticos brasileiros para iniciar instalação no país
Quase 1 milhão de brasileiros no exterior poderão votar nas eleições
Quase 1 milhão de brasileiros no exterior poderão votar nas eleições
Quase 1 milhão de brasileiros com domicílio eleitoral no exterior estão aptos a votar nas eleições de 2026. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), são 918.876 eleitores em 134 países, o equivalente a pouco mais de 0,5% dos cerca de 158,7 milhões totais do país. Os brasileiros que vivem fora do
Eleições 2026: saiba quem são os candidatos ao governo do DF
Eleições 2026: saiba quem são os candidatos ao governo do DF
Dez candidatos concorrem ao governo do Distrito Federal (GDF) nas eleições de 2026. No total, 2.253.132 eleitores estão aptos a votar. Desse total, 54% são mulheres e 46%, homens . Entre os eleitores que declararam cor/raça, 49,17% são pessoas pardas; 38,02%, brancas; 11,71%, pretas; 0,89%, amarelas
Mais lidas
- 1Nara Ayres Britto, advogada e filha de ex-ministro, celebra casamento
- 2Filha mata pai cadeirante em Bragança Paulista e transmite crime online
- 3Acidente entre caminhões deixa dois mortos na DF-290, próximo ao Gama
- 4Lula Eleva Herói da Guerra do Paraguai a Marechal Honorífico
- 5Plataforma Fatal Model busca investidores na XP Expert para expansão