Publicidade
Empregos

Mais votado no DF, Fábio Felix não conseguiu 'puxar' nenhum colega do PSOL para a Câmara; entenda

Redação Cerrado em Foco•
Compartilhar:
Mais votado no DF, Fábio Felix não conseguiu 'puxar' nenhum colega do PSOL para a Câmara; entenda
Mais votado no DF, Fábio Felix não conseguiu 'puxar' nenhum colega do PSOL para a Câmara; entenda - imagem 2

Fábio Felix, em sessão na Câmara Legislativa do DF Sara Marques/Agência CLDF No Distrito Federal, o candidato mais votado para a Câmara não conseguiu "puxar" nenhum colega de partido para o Legislativo federal. Fábio Felix (PSOL) recebeu 224.224 votos no domingo (4): a terceira maior votação da história do DF para um deputado federal; 100 mil votos a mais que o segundo colocado; mais de 90% dos votos para candidatos à Câmara da federação PSOL-Rede na capital. O problema no cálculo está, justamente, nesse último ponto. A segunda candidatura mais votada do grupo PSOL-Rede, da Enfermeira Karine (PSOL), recebeu apenas 4.366 votos – desempenho bem abaixo do mínimo necessário para que ela se beneficiasse do excedente de votos de Fábio. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. Essa regra se chama "quociente eleitoral" (veja o cálculo em detalhes mais abaixo). No DF, ela exige que um candidato tenha pelo menos 20,7 mil votos próprios para receber um mandato. O número varia em cada unidade da Federação e em cada eleição. A federação PSOL-Rede não foi a única prejudicada. Segundo mais votado no DF, Rafael Prudente (MDB) se reelegeu com folga e recebeu 119.427 votos, mas também será o único representante do partido na bancada do DF da Câmara. Oito deputados federais foram eleitos pelo DF Quem conseguiu 'puxar' aliados? Terceiro mais votado, Alberto Fraga (PL) recebeu 118.579 votos. E o PL, ao todo, 448.883. Com isso, o PL terá uma bancada de três deputados, sendo um deles por média – ou seja, pelo cálculo do quociente eleitoral: o atual senador Izalci Lucas, que recebeu 88.056 votos. ➡️ Izalci, sozinho, teve a quinta maior votação do DF. No entanto, segundo o sistema do TSE, ele só garantiu a cadeira em razão do somatório de votos do PL. A soma de votos do partido – no caso, da federação – também garantiu uma vaga extra para o grupo PT-PV-PCdoB. A federação terá duas cadeiras: uma ocupada pelo ex-governador Agnelo Queiroz (PT), eleito com votação própria (43.542), e outra, pelo deputado federal reeleito Reginaldo Veras (PV), com 43.179 votos. Somadas, as candidaturas da federação amealharam mais de 230 mil votos, o que garantiu os dois mandatos. No caso de Reginaldo Veras, mesmo com a diferença de menos de 500 votos para Agnelo, o que garantiu a eleição foram as "sobras" dos votos dados aos colegas. Como funcionam os puxadores de votos? O número de vagas que um partido pode ocupar na Câmara dos Deputados depende de dois cálculos: o quociente eleitoral e o quociente partidário. ➡️Essa regra não vale para o Senado. Lá, a eleição é majoritária como a de presidente e governador: quem tiver mais voto é eleito, e ponto. Os estados e o Distrito Federal têm um número definido de parlamentares na Câmara a cada mandato – ao todo, são 513. O DF tem oito cadeiras. Por isso, ao fim da votação, o total de votos válidos (1.659.057) foi dividido por oito. O resultado, 207.382, é o quociente eleitoral do DF para a Câmara em 2026. A partir desse número, são calculados os dois parâmetros que definem a distribuição das vagas. ➡️O total de votos recebidos por um partido/federação e por suas candidaturas é dividido pelo quociente eleitoral – e isso define o número de cadeiras. Por exemplo: o MDB recebeu 214.223 votos ao todo e, por isso, garantiu uma vaga. ➡️Em seguida, o TSE gera a lista de mais votados de cada partido/federação e começa a preencher as cadeiras. Mas, para entrar, um candidato precisa ter recebido pelo menos 10% dos votos do quociente eleitoral. No caso do cálculo acima, pelo menos 20.738 votos. ➡️Como esses cálculos não são exatos, ao fim, algumas cadeiras ficam vazias. Começa, então, a distribuição das sobras eleitorais. Aqui, o total de votos do partido/federação é dividido pelo total de cadeiras ocupadas, e quem tiver o maior resultado (a maior média) leva aquela vaga. O cálculo tem muitas etapas e, por isso, é feito pela própria Justiça Eleitoral. Para simplificar, basta entender que a federação PSOL-Rede recebeu 239.437 votos, e a federação PT-PV-PCdoB, 237.155 – 2,8 mil a menos. Esses números garantiram uma vaga direta para cada grupo – e, na rodada das sobras eleitorais, garantiriam uma vaga extra para PSOL-Rede. O problema é que, à exceção de Fábio Felix, nenhum outro candidato desses dois partidos recebeu os 20,7 mil votos necessários. Por isso, a vaga foi perdida pelas siglas. Deputados do PSOL são os mais votados para a CLDF e a Câmara Federal Quadro se repetiu Brasil afora Em outras unidades da Federação, os puxadores de votos do PSOL também não conseguiram usar toda a votação para reforçar suas bancadas. Em São Paulo, Erika Hilton foi a segunda candidata mais votada, com 1,5 milhão de votos. O PSOL fez seis cadeiras, mas também esbarrou na falta de candidaturas que superassem os 10% do quociente eleitoral. Lá, além de Erika, os votos também se concentraram na reeleição de Sâmia Bonfim. Por lá, a federação PT-PV-PCdoB fez quase 200 mil votos a menos que PSOL-Rede, mas conseguiu preencher 11 cadeiras – havia mais candidatos aptos por terem atingido a votação própria mínima. Em Minas Gerais, o PL deu um "exemplo oposto": conseguiu eleger 21 deputados a partir do resultado recorde de Nikolas Ferreira, "puxador" com mais de 3 milhões de votos. Dos 16 deputados eleitos com menor votação em MG, 15 são do PL. Um deles, o Sargento Mello-Casal, conquistou um mandato tendo recebido 25.090 votos. Enquanto isso, Cassio Soares (PSD) recebeu 100.410 votos, mas não foi eleito. Em Minas, a federação PT-PV-PCdoB fez 13 eleitos, sendo 3 por média (o cálculo das sobras eleitorais). PSOL-Rede fizeram duas cadeiras, ambas por votação própria. Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.

Publicidade
Publicidade
Publicidade

Fonte: G1 DF

Compartilhar:

Leia também

Mais lidas

  1. 1Nara Ayres Britto, advogada e filha de ex-ministro, celebra casamento
  2. 2Filha mata pai cadeirante em Bragança Paulista e transmite crime online
  3. 3Acidente entre caminhões deixa dois mortos na DF-290, próximo ao Gama
  4. 4Lula Eleva Herói da Guerra do Paraguai a Marechal Honorífico
  5. 5PM-GO sob investigação por agressão brutal durante abordagem em Formosa