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Manifestantes fazem ato contra Meta por “interferência eleitoral”

Redação Cerrado em Foco•
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Manifestantes fazem ato contra Meta por “interferência eleitoral”
Manifestantes fazem ato contra Meta por “interferência eleitoral” - imagem 2

Manifestantes vão à sede da empresa em São Paulo cobrar reparação por restrições a conteúdos e transparência nas eleições

A mobilização, intitulada “Meta, não se meta na nossa eleição” , foi realizado no Edifício B32, o “prédio da Baleia” , na avenida Brigadeiro Faria Lima, no Itaim Bibi. Os organizadores também entregarão uma notificação extrajudicial a Conrado Leister, diretor-geral da empresa no Brasil, com uma lista de reivindicações.

A Meta divulgou na 6ª feira (16.out.2026) uma nota oficial Ad na qual nega ter interferido ou favorecido candidatos nas eleições gerais de 2026 do Brasil, mas admite que falhas técnicas temporárias atingiram a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Eis a íntegra (PDF – 152 kB).

Os manifestantes gritaram “ Donald Trump, não leve a mal, o Brasil não vai ser seu quintal” , “Meta não se meta” e pediram regulação das Big Techs. Também levaram cartazes com o rosto de Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, escrito “ não vão roubar nossas eleições” .

A notificação extrajudicial enviada pelas entidades cobrará um anúncio no Instagram reconhecendo os impactos das falhas e pedindo desculpas, além do bloqueio de anúncios eleitorais irregulares pagos do exterior e da divulgação das receitas obtidas com essas publicidades.

As organizações também pedem um painel público sobre contas banidas e conteúdos removidos, canais de revisão por pessoas, auditoria independente dos algoritmos e proteção a jornalistas e organizações da sociedade civil.

Segundo as organizações, milhares de queixas foram registradas nas últimas semanas sobre perfis banidos, publicações removidas e redução de alcance sem explicação. Os grupos afirmam que os casos prejudicaram principalmente conteúdos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.

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Dados da plataforma De Olho na Meta, que reúne notícias sobre a atuação da empresa nas eleições, indicam que, entre 430 reportagens de mais de 200 veículos, 97 mencionam interferências e 46 tratam de desinformação. As organizações também afirmam que nenhum dos 10 compromissos assumidos pela Meta perante o Tribunal Superior Eleitoral está sendo cumprido integralmente.

Os organizadores citam uma reportagem da Folha de S.Paulo que revelou mensagens internas nas quais funcionários da Meta teriam reconhecido prejuízos ao perfil de Lula por causa de restrições. A empresa atribuiu os episódios a problemas técnicos, segundo o comunicado. No domingo (18.out.2026), o TSE deu 24 horas para a Meta comprovar que garante condições iguais de distribuição de conteúdo para as campanhas de Lula e do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidatos à Presidência no 2º turno.

Segundo as entidades, o Ministério da Justiça acionou a Agência Nacional de Proteção de Dados e o Ministério Público Federal. A Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão também abriu procedimento para investigar a Meta depois de uma representação de organizações de direitos humanos.

O ato é organizado por CTRL+Z, Código Não Binário, Artigo 19, Diracom, Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação e Sleeping Giants Brasil.

O Poder360 procurou a assessoria da Meta por meio de e-mail para perguntar se gostaria de se manifestar a respeito da manifestação e da notificação extrajudicial. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

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Fonte: Poder360

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