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Margem Equatorial: CBIE cobra agilidade no licenciamento para protagonismo

Analista do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) critica demora e sugere que modelo de concessão é crucial para o desenvolvimento da região.

Redação Cerrado em Foco
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Margem Equatorial: CBIE cobra agilidade no licenciamento para protagonismo
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A Margem Equatorial desponta como a próxima fronteira energética estratégica para o Brasil, com potencial para impulsionar o desenvolvimento econômico e garantir a segurança energética do país. No entanto, a região tem sido alvo de um intenso debate, especialmente em relação ao seu licenciamento ambiental e ao modelo regulatório a ser adotado, gerando preocupação entre especialistas do setor.

Pedro Rodrigues, analista do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), destacou que a demora nos processos de licenciamento é um dos principais obstáculos que impedem o país de aproveitar plenamente o potencial dessa área. Segundo ele, a burocracia excessiva e a falta de celeridade nas análises ambientais estão freando investimentos bilionários e o avanço da pesquisa e exploração de petróleo e gás.

Rodrigues também criticou a discussão sobre a possível mudança do regime de concessão para o de partilha na Margem Equatorial. Para o especialista, o modelo de concessão se mostrou mais eficiente e atrativo para as empresas, ao oferecer maior previsibilidade e rentabilidade. A alteração poderia desestimular a participação de grandes players e, consequentemente, retardar ainda mais o desenvolvimento da região.

O analista do CBIE ressaltou que a Margem Equatorial não é apenas uma questão econômica, mas também estratégica. Em um cenário global de transição energética, a capacidade de o Brasil extrair petróleo de suas reservas se torna crucial para financiar a própria transição e garantir a estabilidade econômica nacional. A inação, segundo ele, pode custar ao país um posicionamento relevante no mercado global.

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Empresas como a Petrobras já manifestaram interesse e apresentaram planos ambiciosos para a região, contudo, permanecem à espera de autorizações. A indefinição regulatória e a morosidade do processo ambiental criam um ambiente de incerteza, desencorajando investimentos e afastando a possibilidade de o Brasil se firmar como um dos principais produtores de petróleo e gás nos próximos anos.

Rodrigues reforça que a urgência em desburocratizar e clarificar as regras é imperativa. O país precisa de um ambiente regulatório estável e de um processo de licenciamento ágil e transparente para que a Margem Equatorial possa, de fato, se tornar um vetor de crescimento e desenvolvimento para a nação, garantindo seu protagonismo no cenário energético mundial.

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Fonte: Poder360

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