Marinha vai investigar causas de incêndio em lancha no Lago Paranoá


A Marinha do Brasil, por meio da Capitania Fluvial de Brasília (CFB), instaurará um inquérito administrativo para apurar as circunstâncias de um incêndio em uma lancha na tarde de domingo (20/9), no Lago Paranoá. A instituição também realizará uma perícia para identificar as causas do fogo. Ao Metrópoles, a Polícia Civil do DF informou que o Instituto de Criminalística da Polícia Civil do DF fará uma perícia nesta segunda-feira (21/9).
Dois homens e duas mulheres seguem internados no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). A informação foi confirmada ao Metrópoles pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).
Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), as quatro vítimas tiveram queimaduras de primeiro, segundo e terceiro graus. Outros dois pacientes foram encaminhados, a pedido, para hospitais da rede privada.
A SES-DF informou que 13 pessoas foram atendidas no Hran, mas não detalhou o estado de saúde nem a evolução clínica de todas as vítimas. Já o CBMDF informou que 11 pessoas foram atendidas no domingo.
O grupo era de Goiânia (GO) e havia viajado ao Distrito Federal para passar o fim de semana. Segundo o relato, os integrantes não se conheciam previamente, e a embarcação era conduzida por um profissional contratado e habilitado.
Uma das pessoas que estava na lancha relatou que ajudou na tentativa de dar partida na embarcação antes do incêndio. Segundo ela, a lancha é de 2015, estava com a documentação regular e tinha extintor de incêndio e os equipamentos necessários, aparentando estar em condições adequadas de funcionamento.
Ainda de acordo com o relato, foram feitas sucessivas tentativas de ligar o motor da lancha, mas sem sucesso. Diante da dificuldade, a embarcação teria sido abastecida com combustível transportado em um galão, mas, mesmo assim, o motor não funcionou.
Na sequência, uma pessoa que aparentava trabalhar na marina teria se aproximado para ajudar o piloto a colocar a embarcação em funcionamento.
Após novas tentativas, ocorreu uma explosão seguida de incêndio. Segundo o relato, as chamas teriam começado na parte traseira da lancha, nas proximidades da pia, onde estava uma das vítimas que ficou gravemente ferida.
A testemunha afirmou ainda que percebeu fumaça na região onde eram feitas as tentativas de ligar o motor. Instantes antes da explosão, segundo ela, o piloto e o homem que o auxiliava deixaram a embarcação.
Os bombeiros foram acionados às 16h37 para atender à ocorrência, na altura do Setor de Clubes Sul.
Uma equipe da Capitania Fluvial de Brasília, que realizava uma inspeção naval no Lago Paranoá, avistou a fumaça e chegou ao local por volta das 16h40. Os militares passaram a acompanhar a ocorrência e adotaram as providências de competência da Marinha.
O CBMDF combateu as chamas, e o incêndio foi extinto por volta das 18h. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu-DF) também prestou apoio no local.
A perícia de incêndio do Corpo de Bombeiros foi acionada. Após o atendimento da ocorrência, a embarcação ficou sob responsabilidade da Marinha para a realização dos procedimentos cabíveis.
Fonte: Metrópoles - DF
Leia também
SaúdeSem médico, bombeiros socorrem paciente com parada cardíaca em UBS
Um paciente sofreu uma parada cardiorrespiratória na UBS 15, em Planaltina. A enfermeira da unidade iniciou manobras de reanimação e acionou o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) para o socorro. Após estabilização, o paciente foi encaminhado ao Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF).
SaúdeMédica goiana está entre os feridos de lancha que explodiu no Lago Paranoá
A médica Maize Oliveira, de 34 anos, está entre os feridos da lancha que explodiu no Lago Paranoá. Ela teve 50% do corpo queimado e está internada em Goiânia. O acidente ocorreu no domingo (20), e 11 pessoas sofreram ferimentos e queimaduras.
SaúdePCGO descarta acidente após exame mostrar 3 projéteis de chumbinho em menino
A Polícia Civil de Goiás (PCGO) descartou a possibilidade de acidente no caso do menino de 10 anos atingido por disparos de chumbinho em Palmeiras de Goiás. A mãe, o padrasto e o proprietário da casa onde a família residia foram presos, sendo suspeitos de tentativa de homicídio. Exames indicaram que a criança foi atingida por três projéteis, dois retirados e um que permanece alojado na cabeça devido a riscos.
Mais lidas
- 1Nara Ayres Britto, advogada e filha de ex-ministro, celebra casamento
- 2Filha mata pai cadeirante em Bragança Paulista e transmite crime online
- 3Lula Eleva Herói da Guerra do Paraguai a Marechal Honorífico
- 4Plataforma Fatal Model busca investidores na XP Expert para expansão
- 5PM-GO sob investigação por agressão brutal durante abordagem em Formosa