Marinho chama Messias de “militante do PT” após post sobre “Dark Horse”


O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, chamou o advogado-geral da União, Jorge Messias, de “militante do PT” nesta 5ª feira (24.set.2026).
A declaração foi publicada no X (antigo Twitter), depois de Messias fazer uma postagem sobre a decisão do Conselho Nacional de Justiça que cancelou R$ 4,7 bilhões em precatórios relacionados ao Banco Master. Embora não tenha citado o nome de Flávio, a publicação fazia referência às negociações entre o senador e Vorcaro para obter recursos para o filme Dark Horse.
"Tem candidato a Presidente da República que procurou o dono do Banco Master para pedir milhões em benefício de sua própria família. Enquanto isso, o Banco Master foi acusado de tentar fraudar o povo brasileiro e obter, indevidamente, bilhões dos cofres públicos, inclusive de… pic.twitter.com/98GfHnFfAiZ"
Marinho rebateu a publicação e disse que Messias “abre mão de sua função institucional” e criticou o que classificou como “uso do Estado brasileiro como extensão do PT”.
Em outra publicação, o senador questionou a relação do advogado-geral da União com o caso envolvendo o Banco Master. Marinho citou episódios relacionados a integrantes do governo e escreveu: “Ministro, o seu candidato nunca explicou a advocacia administrativa e o tráfico de influência de Lulinha, tampouco o fato de que seu chefe de gabinete Marcola recebeu presentes vultosos da lobista que ele afirma desconhecer”.
E também perguntou o motivo de Messias não ter registrado na agenda um encontro com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. “O senhor pode explicar?”.
Messias respondeu às publicações de Marinho: “Meu Prezado Senador, o senhor não precisava passar esse recibo. O senhor poderia fazer um favor para o povo?”.
Em seguida, cobrou do senador uma explicação sobre o destino dos recursos relacionados ao caso. “Já que seu candidato não consegue explicar o destino da grana, faz essa gentileza para todo o Brasil. Estamos esperando ansiosamente. Um abraço!”.
A troca de publicações foi feita no momento em que a relação entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro voltou ao debate eleitoral. Flávio negociou com o empresário repasses de R$ 134 milhões para financiar Dark Horse. Parte dos recursos, cerca de R$ 65 milhões, foi paga por meio do fundo Havengate Development, dos Estados Unidos.
A Polícia Federal apura se parte dos recursos foi utilizada para custear despesas de Eduardo Bolsonaro (PL) durante sua permanência nos Estados Unidos. Eduardo negou ter recebido dinheiro de Vorcaro por meio do fundo. Flávio disse que os valores foram usados “integralmente” no filme.
Fonte: Poder360
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