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Política DF

Mensagens apagadas no “Exército do Lula” eram “missões”, diz Janones

Redação Cerrado em Foco•
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Mensagens apagadas no “Exército do Lula” eram “missões”, diz Janones
Mensagens apagadas no “Exército do Lula” eram “missões”, diz Janones - imagem 2

“ Apaguei muitas mensagens. Mais de 500. Por um motivo simples: quando dava a missão e ela era cumprida, eu apagava para não deixar poluído. Mas fica um registro. Eles são tão idiotas que fizeram a minha defesa. Não tinha nada demais nas minhas mensagens. Às vezes buscávamos fazer crescer páginas e pessoas do nosso campo ”, disse em entrevista a jornalistas no Salão Verde da Câmara dos Deputados.

Janones afirmou ter apagado o material de “ boa-fé ”, sem que houvesse ordem judicial. Para evitar que a oposição interprete a remoção de conteúdos como ocultação de irregularidades, declarou que não apagará mais as mensagens relativas a missões.

O congressista disse ainda que nunca publicou e jamais publicará fake news no grupo. “ A gente não colocou lá uma única fake news. Não colocou e não colocaremos. Quando eu faço algum conteúdo com a crítica um pouco mais pesada, eu não coloco no canal, porque o propósito ali é só propositivo ”, afirmou.

O “Exército do Lula”, administrado por Janones, tornou-se alvo de disputas judiciais durante a campanha presidencial.

Em 7 de outubro, a defesa de Flávio apresentou ao ministro Ricardo Villas Bôas Cueva , corregedor-geral da Justiça Eleitoral, uma Aije (ação de investigação judicial eleitoral) contra Janones, Lula e Geraldo Alckmin (PSB), candidato a vice-presidente. A ação acusava os investigados de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação em benefício da chapa governista. Flávio também pediu a suspensão do canal. Eis a íntegra (PDF – 4,8 MB).

Em 10 de outubro, Cueva recebeu a ação e determinou que Janones, Lula e Alckmin se manifestassem em 5 dias . O ministro também deu 72 horas para que Flávio esclarecesse se havia apresentado pedidos semelhantes em outros processos e quais decisões haviam sido tomadas. O senador deveria ainda individualizar as irregularidades atribuídas às publicações que pretendia remover. Eis a íntegra (PDF – 124 KB).

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No domingo (11.out), Nunes Marques determinou que a Meta suspendesse o canal em 3 horas . Segundo o ministro, a medida buscava interromper “a utilização de estrutura de transmissão a milhões de pessoas, sob comando único, para replicar conteúdos” que o TSE “já reconheceu como inverídicos” . Eis a íntegra (PDF – 1,8 MB).

Posteriormente, Cueva determinou o restabelecimento provisório do “Exército do Lula” até que o plenário do TSE examine a controvérsia. O corregedor considerou insuficientes as provas regularmente apresentadas na ação judicial para justificar a suspensão integral do canal e afirmou que a existência de conteúdos potencialmente ilícitos não autoriza, por si só, o bloqueio de todas as publicações.

Cueva também questionou Flávio por apresentar pedidos semelhantes em processos diferentes –uma Aije à Corregedoria e um processo administrativo à Presidência do TSE. O ministro determinou que caberá ao plenário do Tribunal decidir sobre o caso, além de avaliar a sobreposição dos procedimentos. Eis a íntegra (PDF – 180 KB).

Em informação técnica, a equipe identificou práticas de mobilização coordenada e amplificação de conteúdos. Também registrou que a exclusão e a edição de mensagens dificultam a reconstituição do histórico do canal. Eis a íntegra (PDF – 1,5 MB).

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Fonte: Poder360

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