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Minerais Críticos: Brasil tem janela até 2032 para liderar produção global

Setor de mineração urgente reformas para aproveitar oportunidade estratégica e suprir demanda crescente.

Redação Cerrado em Foco
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Minerais Críticos: Brasil tem janela até 2032 para liderar produção global
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O Brasil precisa agir com celeridade para se posicionar na vanguarda da produção de minerais críticos, elementos vitais para a transição energética e a digitalização global. Segundo projeções do setor, o país tem até 2032 para iniciar a operação de novos empreendimentos de extração, um prazo considerado apertado diante da complexidade dos processos regulatórios e da necessidade de grandes investimentos.

Atualmente, a participação brasileira no mercado global desses minerais, como lítio, nióbio, grafite e terras raras, ainda é modesta, apesar do potencial geológico abundante. A janela de oito anos representa um período estratégico onde a demanda deve continuar aquecida, antes que outros países consolidem suas capacidades de produção e a cadeia de suprimentos se estabilize com novos fornecedores.

O presidente da Associação Nacional das Empresas Produtoras de Grafite (ASGRAF), Marcelo Diniz, enfatiza que a burocracia excessiva e a morosidade nos licenciamentos ambientais são os principais entraves. O prazo médio para a aprovação de novos projetos de mineração pode chegar a 15 anos, um tempo incompatível com a urgência do mercado de minerais críticos.

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Para reverter esse cenário, o setor da mineração pleiteia uma série de reformas, incluindo a simplificação dos procedimentos de licenciamento e a criação de marcos regulatórios mais claros e favoráveis ao investimento. Além disso, a atração de capital estrangeiro e o desenvolvimento de parcerias público-privadas são apontados como chaves para acelerar a implantação de novos projetos.

Aproveitar essa janela de oportunidade significa não apenas gerar riquezas e empregos, mas também fortalecer a posição geopolítica do Brasil no cenário internacional. A falha em acelerar poderia resultar na perda de um protagonismo estratégico, deixando o país à margem de um mercado bilionário e essencial para as tecnologias do futuro, como baterias de veículos elétricos e equipamentos de energia renovável.

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Fonte: Poder360

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