Motta comemora avanço de PEC que acaba com escala 6 X 1


Proposta, defendida por Lula na campanha, será discutida no plenário do Senado a partir de 3ª feira
--> copiar link --> Lula tem dito desde o início da campanha que a redução da jornada de trabalho seria aprovada ainda este ano; na imagem, Alcolumbre (à esq.), Lula (centro) e Motta (à dir.) Sérgio Lima/Poder360 - 26.ago.2026 Juliana Alves de Brasília 2.out.2026 (sexta-feira) - 20h13 Priorize o Poder no Google O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou nesta 6ª feira (2.out.2026) que o fim da escala 6 X 1 está “cada dia mais próximo” . Em publicação nas redes sociais, o deputado comemorou a decisão do presidente do Senado , Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), de pautar a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do tema no plenário da Casa.
“A proposta foi aprovada em maio na Câmara. Agora, celebro a decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, de levar a PEC para o plenário na próxima semana” , escreveu Motta.
O presidente da Câmara afirmou que a mudança representa um avanço na legislação trabalhista e comparou a medida a marcos como a criação da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) e do 13º salário. Segundo Motta, a proposta representa uma “reforma na qualidade de vida dos brasileiros” .
Alcolumbre incluiu a PEC na pauta do Senado para a próxima semana. A proposta será discutida em sessões marcadas para 3ª (6.out.), 4ª (7.out.) e 5ª feira (8.out.), às 14h.
A votação, porém, é considerada pouco provável para a próxima semana. Pelo regimento, uma PEC precisa passar por 5 sessões de discussão no plenário antes de ser votada. O prazo pode ser reduzido caso haja acordo entre os senadores.
Para ser aprovada, a proposta precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em 2 turnos de votação no plenário do Senado.
A expectativa do governo era que a proposta fosse discutida na semana do esforço concentrado, entre 31 de julho a 4 de setembro. Porém, a proposta foi aprovada só na CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) por falta de quórum para votar no plenário.
O líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), afirmou que a Oposição conseguiu estimular ausências no plenário do Senado e impedir a votação da PEC. Segundo ele, a articulação do candidato à Presidência, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN), foi decisiva para evitar que a proposta fosse submetida ao plenário.
A PEC ficou cerca de 3 meses parada no Senado depois do distanciamento entre Lula e Alcolumbre. A relação dos 2 foi tensionada depois de a Casa Alta rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga no Supremo Tribunal Eleitoral.
Os 2 voltaram a se aproximar por intermédio dos ministros Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin.
Integrantes do PT avaliam que a negociação para votar a proposta se deve à necessidade de Alcolumbre de apoio para se reeleger como presidente da Casa Alta.
Em nota, Alcolumbre afirmou que o tema é de “ampla relevância para a sociedade brasileira” e que será debatido com “responsabilidade, equilíbrio e respeito às diferentes perspectivas envolvidas” .
Lula tem dito desde o início da campanha que a redução da jornada de trabalho seria aprovada ainda este ano. Em entrevista aos influenciadores Ricardo Mello, Bárbara Carine, Lauany Schultz e Normose, realizada na 4ª feira (30.set), o presidente afirmou que, “antes do próximo presidente” , o fim da 6 X 1 será aprovado.
O PT tem orientado os militantes a tratar da mudança na escala de trabalho junto a outros temas considerados prioritários: bets, religião e mulheres. A sigla divulgou uma cartilha que direciona os petistas a disputarem pelos eleitores indecisos. O documento orienta a tratar do fim da 6 X 1 com o público mais jovem.
Fonte: Poder360
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