Na “Globo”, Flávio cita Huck e Fred Kachar para defender “Dark Horse”


Durante entrevista, candidato mencionou relação do apresentador e do ex-executivo do Grupo Globo com o fundador do Master ao defender o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro
Flávio mencionou o episódio ao defender o financiamento de “Dark Horse” , filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O candidato afirmou que os recursos aportados por Vorcaro e outros investidores eram lícitos e que não houve irregularidade na operação.
“Um diretor da Globo acabou de ser exonerado porque promovia eventos bancados pelo Vorcaro, do Valor Econômico, lá em Nova York” , disse.
Em seguida, o senador afirmou: “O que tem de errado? Eu acho que não, mas ele feriu a ética, o código de ética da empresa, e ele sofreu as consequências”.
A fala de Flávio sobre Kachar se deu depois de ter sido perguntado pela jornalista Renata Lo Prete, responsável pela entrevista, quanto ao financiamento de “Dark Horse”. Renata havia perguntado porque o candidato pediu R$ 134 milhões a Vorcaro se o orçamento declarado pela produtora do filme foi de R$ 75 milhões .
Na sequência, a jornalista contestou a comparação feita pelo candidato, afirmando que a compra de espaço comercial e de patrocínios não se equipara ao financiamento privado de uma obra cinematográfica. Segundo a apresentadora, os contratos publicitários do Grupo Globo seguem regras comerciais rígidas e não interferem na independência editorial do jornalismo da empresa.
O senador também citou o patrocínio do Banco Master ao programa apresentado por Luciano Huck na emissora.
“A Globo, o programa do Luciano Huck recebeu mais de R$ 100 milhões, R$ 160 milhões, se não me engano, para fazer uma propaganda no banco do Vorcaro. E o que tem de errado nisso? Nada” , declarou.
O valor mencionado por Flávio não foi comprovado. Mensagens obtidas pelo Poder360 mostram que Huck citou R$ 83 milhões em investimentos do Will Bank em mídia na Globo e outros R$ 26 milhões em um contrato pessoal.
O Grupo Globo anunciou a demissão de Frederic Kachar na 5ª feira (15.out.). O executivo trabalhava na empresa havia 29 anos e era responsável por veículos como O Globo , Extra , Valor Econômico e CBN .
Em comunicado, a empresa afirmou que as mensagens trocadas entre Kachar e Vorcaro, de outubro de 2023 a julho de 2025, revelaram uma “relação inadequada do executivo com um anunciante”.
Nas conversas obtidas pela Polícia Federal, Kachar e Vorcaro discutiram negócios, patrocínios e pedidos de cobertura jornalística. Em um dos diálogos, o executivo afirmou ter pautado publicações do grupo sobre uma empresa da então namorada de Vorcaro, Martha Graeff.
O Grupo Globo reafirmou seu compromisso com a ética e a transparência e declarou que a cobertura jornalística do caso Master é independente de interesses comerciais.
A PF identificou Flávio como interlocutor direto de Vorcaro nas negociações. A investigação cita cobranças de pagamentos, reuniões presenciais e acompanhamento das gravações de “Dark Horse” .
Na entrevista, o candidato voltou a negar irregularidades. Disse que procurou diferentes investidores e que Vorcaro aceitou participar do projeto quando, segundo ele, não havia acusações contra o ex-banqueiro.
Fonte: Poder360
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