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Nasa prepara nova versão de tecnologia que monitora enchentes e El Niño

Redação Cerrado em Foco•
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Nasa prepara nova versão de tecnologia que monitora enchentes e El Niño
Nasa prepara nova versão de tecnologia que monitora enchentes e El Niño - imagem 2

Nova geração do projeto Grace-FO deve ser lançada entre 2020 e 2031; tecnologia também detecta minerais, petróleo e gás

Missão atualmente em órbita tem 2 satélites idênticos que orbitam a Terra Divulgação/Nasa Leo Garfinkel enviado especial a Los Angeles (EUA) 10.out.2026 (sábado) - 11h11 Priorize o Poder no Google A Nasa pretende lançar entre 2030 e 2031 a nova geração do projeto Grace (Experimento de Recuperação da Gravidade e Clima, na sigla em português), usado para rastrear o movimento de água no planeta, disse ao Poder360 o chefe de Tecnologia da Diretoria de Ciências e Tecnologia da Terra da agência, Jason Hyon .

A tecnologia monitora variações no volume de água em grandes aquíferos subterrâneos ao redor do mundo, além do derretimento de calotas polares e geleiras, o nível global dos oceanos, a formação de correntes oceânicas e a quantidade de água armazenada em grandes bacias hidrográficas, lagos e rios. A partir desses dados, é possível, por exemplo, detectar e projetar impactos de fenômenos como enchentes, terremotos e o El Niño .

Foi por meio desse sistema que a Nasa descobriu que a Antártica perdeu aproximadamente 135 gigatoneladas de gelo por ano de 2002 a 2025, o que elevou o nível dos oceanos em 0,4 milímetro por ano no período.

Parceria da agência norte-americana com o Centro Alemão de Pesquisa em Geociências, a missão original foi lançada em 2002 e voltou à Terra em 2017, quando foi substituída pela Grace-FO, em órbita desde maio de 2018.

O sistema consiste em 2 satélites idênticos que orbitam a Terra separados por uma distância de aproximadamente 200 quilômetros. O objetivo é medir as variações no campo gravitacional da Terra para rastrear como a água e a massa se movimentam pelo planeta ao longo do tempo.

Na versão atual da missão, os equipamentos produzem os dados medindo a distância exata entre si usando sinais de micro-ondas e tecnologia laser.

A nova geração do projeto terá apenas um satélite que usará tecnologia quântica, com nuvens de átomos que atuarão como sensores gravitacionais, a partir de um processo de resfriamento para uma temperatura equivalente a -273ºC. Além das atribuições originais, a sensibilidade da gravimetria quântica da nova tecnologia também permitirá detectar variações de densidade no solo para mapear recursos minerais, petróleo e gás.

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“Funciona tanto na água quanto no solo. Funciona em qualquer lugar, para qualquer tipo de variação de massa entre a área de pesquisa e a região ao redor. Também poderia ser usado para detectar fenômenos naturais como deslocamento de massa devido a terremotos e secas” , disse Jason Hyon durante visita do Poder360 ao JPL (Jet Propulsion Lab), uma das sedes da Nasa em Pasadena, na Califórnia.

Um dos idealizadores do projeto Grace e das suas atualizações, o cientista sênior da Nasa Felix Landerer afirma que a tecnologia é capaz de detectar áreas mais propícias a enchentes ao identificar regiões onde há maior acúmulo de água armazenada debaixo do solo.

“Não podemos prever a chuva, mas medimos o quão cheio e saturado o solo está. Imagine que você tem um balde totalmente saturado e chove por cima. Ele vai transbordar, certo? Podemos rastrear a água subterrânea. Nenhum outro recurso no espaço consegue revelar água oculta profundamente abaixo da superfície da Terra” , disse Landerer ao Poder360 .

No caso do El Niño, o cientista afirma que as autoridades de países da América do Sul podem usar os dados para se preparar para os efeitos climáticos. Ele diz ser possível, por exemplo, diagnosticar quais regiões estão vulneráveis a transbordamentos e enchentes causados por tempestades. No Brasil, o fenômeno causa seca no Norte e no Nordeste e eleva o volume de chuvas no Sul e no Sudeste

“O El Niño gera um sinal muito forte porque altera onde ocorrem secas e onde ocorrem inundações. Veremos isso em muitas regiões, por exemplo no sul dos EUA, onde esperamos mais chuva nos próximos meses” , diz o cientista.

Além do sistema Grace, a Nasa mantém dezenas de satélites em órbita que monitoram a superfície marítima e a atmosfera, medindo a temperatura da água, altura do oceano, precipitação, ventos e ondas.

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Fonte: Poder360

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