No 1º turno, abstenção subiu entre adultos e caiu entre idosos


Dados do TSE mostram que comparecimento varia conforme a faixa etária; abstenção caiu 10,4 pontos comparado a 2022 entre eleitores de 75 a 79 anos, mas subiu 2,3 pontos nos de 21 a 24 anos
Maior queda na abstenção foi registrada entre eleitores de 75 a 79 anos, que passou de 58,2% para 47,8% Bruno Lupion de São Paulo 16.out.2026 (sexta-feira) - 18h10 Priorize o Poder no Google A abstenção no 1º turno das eleições de 2026 aumentou entre os eleitores de 19 a 59 anos e caiu entre adolescentes de 16 e 17 anos e idosos com 60 anos ou mais, na comparação com 2022. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral.
A taxa de abstenção geral subiu de 20,9% em 2022 para 21,1% em 2026 , alta de 0,2 ponto percentual. Dados demográficos divulgados pelo TSE mostram um comportamento heterogêneo do eleitor de acordo com sua faixa etária.
No grupo dos adolescentes de 16 e 17 anos, para quem o voto é facultativo, a abstenção no 1º turno foi de 17,1% para 12,70%, queda de 4,4 pontos percentuais. A diminuição foi de 5,2 pontos entre os com 16 anos e de 4 pontos entre os com 17 anos.
Houve ainda queda de abstenção em quase todas as faixas etárias a partir dos 60 anos. Esse fenômeno se deu de forma mais pronunciada entre as pessoas com 70 anos ou mais, para quem o voto também é facultativo.
O recuo foi de 2,5 pontos percentuais entre eleitores de 65 a 69 anos, de 16,3% para 13,8%, e de 7,8 pontos entre os de 70 a 74 anos, de 39% para 31,2%.
A maior redução foi registrada entre eleitores de 75 a 79 anos. A abstenção nesse grupo passou de 58,2% em 2022 para 47,8% em 2026, queda de 10,4 pontos percentuais. Entre os eleitores de 80 a 84 anos, o recuo foi de 10,1 pontos, de 73% para 62,9%.
O maior crescimento da abstenção se deu entre eleitores de 21 a 24 anos, passando de 23,5% em 2022 para 25,8% em 2026 –aumento de 2,3 pontos percentuais. Entre os eleitores de 25 a 29 anos, subiu de 22,5% para 24,3%, alta de 1,8 ponto percentual.
O aumento da abstenção também foi observado entre eleitores de 30 a 59 anos. Na faixa de 30 a 34 anos, a taxa passou de 19,8% para 21,7% –alta de 1,9 ponto. Entre os eleitores de 55 a 59 anos, o avanço foi menor: de 11,9% para 12,4% –ou 0,5 ponto.
A menor abstenção entre adolescentes e idosos tende a ajudar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista vai melhor que o senador Flávio Bolsonaro (PL) entre os mais jovens e os maiores de 60 anos .
Por outro lado, nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul, nas quais as taxas de abstenção foram maiores no 1º turno e há maior “estoque” de votos não aproveitados, há preponderância de votos no candidato do PL. Se houver aumento do comparecimento nessas regiões e prevalecer o padrão linear de votação do 1º turno, o candidato da oposição tende a ser mais beneficiado.
A taxa de abstenção no 1º turno de 2026 foi a maior desde 1998, e está em trajetória ascendente desde 2006 .
Em 2022, a taxa de cidadãos que não compareceram às urnas na 1ª rodada foi de 20,95%. Em 2018, havia sido de 20,33%. Em 2014, de 19,39%.
Em geral, a abstenção tende a aumentar no 2º turno. A única exceção a essa lógica foi em 2022, quando mais pessoas foram votar na 2ª rodada do pleito do que na 1ª.
Fonte: Poder360
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