Nunes Marques diz que levará revisão criminal de Bolsonaro ao plenário


Gabinete do ministro do Supremo afirma também que análise ficará para depois do 2º turno das eleições
Nunes Marques disse que a data do julgamento, se for em plenário presencial, dependerá do presidente do Tribunal, Edson Fachin Sérgio Lima/Poder360 - 03.ago.2026 Leonardo Gimenes de Brasília 7.out.2026 (quarta-feira) - 16h02 Priorize o Poder no Google O ministro do Supremo Tribunal Federal , Kassio Nunes Marques, disse nesta 4ª feira (7.out.2026) que vai levar o pedido de revisão criminal do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao plenário da Corte depois do 2º turno das eleições.
Nota divulgada pelo seu gabinete afirmou que o magistrado não vai analisar o pedido antes do pleito porque “pode interferir no período eleitoral” .
Segundo Nunes Marques, o caso ainda depende de manifestação da Procuradoria Geral da República e a data do julgamento, se ocorrer em plenário presencial, dependerá do presidente do Tribunal, Edson Fachin.
O pedido de revisão criminal busca suspender a condenação do ex-presidente a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
A revisão criminal está há alguns meses no gabinete de Nunes Marques. A 1ª ação desse tipo foi distribuída ao ministro em maio . Na ocasião, ele determinou que a PGR se manifestasse. Em junho, a Procuradoria se posicionou pela rejeição do pedido . Segundo o procurador-geral Paulo Gonet, a decisão da 1ª Turma do Supremo pela condenação de Bolsonaro foi baseada em “vigoroso conjunto probatório” .
Posteriormente, a defesa do ex-presidente apresentou um novo pedido de revisão criminal , que também foi distribuído a Nunes Marques. Nesse processo, os advogados pediram a suspensão do cumprimento da pena enquanto o mérito não é analisado.
A defesa argumenta que não teve acesso à íntegra do conjunto probatório do processo e apresentou um parecer técnico para questionar a cadeia de custódia das provas digitais. A PGR ainda não se manifestou sobre esse novo pedido.
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro , prometeu que vai conceder indulto ao pai caso derrote o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno das eleições. Porém, só poderá fazer isso depois de empossado. O desejo de Flávio de que o ex-presidente suba a rampa do Palácio do Planalto na cerimônia de posse dependeria, portanto, de uma decisão anterior da Justiça.
“O ministro Kassio Nunes Marques tem afirmado que não vai analisar o caso (revisão criminal do ex-presidente Bolsonaro) antes da eleição por considerar que isso pode interferir no processo eleitoral. Isso deve ser avaliado somente após o segundo turno, que não significa imediatamente depois, é preciso aguardar o processo estar concluso. O caso ainda está pendente de parecer da PGR, mas, quando estiver pronto para julgamento, o ministro pretende levar ao plenário, que é o órgão competente. E a data desse julgamento, se for a plenário presencial, depende do presidente do Supremo Tribunal Federal.”
Fonte: Poder360
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