“O bolsonarismo vai instaurar um golpe no Brasil”, diz Ana Elisa (PT)


Deputada federal eleita por Minas diz que campanha de Lula deve expor histórico de Flávio para conquistar votos no 2º turno
“Foi o único lugar que a esquerda perdeu, foi nas redes”, afirmou a congressista eleita Reprodução/Instagram @anaelisast - 4.out.2026 Juliana Alves de Brasília 8.out.2026 (quinta-feira) - 12h12 Priorize o Poder no Google A deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) afirmou nesta 5ª feira (8.out.2026) que a eleição de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República poderia prolongar a influência do bolsonarismo por mais de 30 anos e ameaçar a democracia brasileira.
“Eles estão avisando a todo momento que vão fazer um golpe com o Brasil. O bolsonarismo vai instaurar um golpe no Brasil” , disse a jornalistas.
Segundo Ana Elisa, a eleição de Flávio poderia garantir a continuidade do movimento político por décadas. “Se Flávio Bolsonaro se eleger presidente da República, essa é a nossa última chance de tirar o bolsonarismo do poder. O bolsonarismo não tem mais fôlego para se sustentar por 4 anos sem a Presidência da República. Mas, ganhando a Presidência da República este ano, o bolsonarismo se sustenta por mais de 30 anos” , afirmou.
A deputada eleita disse que o antipetismo tem dificultado que parte do eleitorado avalie quem é Flávio Bolsonaro. Na avaliação dela, a rejeição ao PT impede que eleitores considerem aspectos da trajetória do senador e de suas alianças políticas.
“Agora é o momento de ou convencer quem votou no Flávio Bolsonaro, ou entender quem é Flávio Bolsonaro. As pessoas estão esquecendo quem é Flávio Bolsonaro. O ódio pelo PT, o ódio pelo lulismo, não está deixando as pessoas enxergarem quem é Flávio Bolsonaro” , declarou.
Ana Elisa disse que há relações do senador com milícias e com o Banco Master, além de mensagens enviadas ao empresário Daniel Vorcaro . Ela também associou o candidato do PL à defesa de um policial acusado de matar uma criança de 5 anos em uma favela. Para ela, esses temas devem fazer parte da comunicação da campanha petista.
A petista afirmou que preferia que a disputa fosse centrada em propostas para o país, mas avaliou que a polarização exige uma abordagem voltada também à trajetória dos candidatos.
“Eu adoraria que o debate político agora fosse realmente um debate político. Debate de proposta, debate do que fez, debate de melhoria para o Estado, economia e tudo mais. Mas, nesse momento político que nós estamos, o debate infelizmente vai ter que ser pessoal” , disse.
Ana Elisa defendeu que a campanha de Lula concentre esforços em eleitores que votaram em candidatos da chamada 3ª via no 1º turno, como Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante). Segundo ela, parte desse eleitorado ainda não decidiu em quem votar no 2º turno.
A deputada também disse que o PT precisa recuperar votos em regiões de Minas Gerais nas quais tradicionalmente tinha apoio, mas nas quais o resultado do 1º turno ficou abaixo do esperado. Ela afirmou que pretende viajar pelo Estado para conversar com eleitores e ajudar na campanha.
Segundo Ana Elisa, o partido está disposto a viabilizar deslocamentos para diferentes regiões mineiras. Ela disse que já percorreu cidades de diferentes partes do Estado e que pretende ampliar essa atuação durante o 2º turno.
Ana Elisa atribui cerca de 90% de sua votação à atuação nas redes sociais. Eleita com 524.219 votos, a petista defendeu que a campanha de Lula amplie a presença nessas plataformas para se aproximar dos eleitores e tentar reverter o resultado do 1º turno.
“Foi o único lugar que a esquerda perdeu, foi nas redes” , afirmou.
Segundo ela, sugestões apresentadas por sua equipe à comunicação do presidente foram acolhidas, e Lula passou a publicar vídeos em formato selfie. Para a deputada eleita, o presidente tem facilidade diante das câmeras e deve explorar essa característica na campanha.
Ana Elisa também defendeu que a esquerda amplie a mobilização digital e evite interpretar críticas ou estratégias de comunicação como ataques internos. Na avaliação dela, o engajamento nas redes pode contribuir para conquistar novos votos no 2º turno.
Ana Elisa relatou ter sido alvo de ataques coordenados desde que passou a atuar na campanha de Lula no 2º turno. Segundo ela, as ofensivas incluíram mensagens machistas e racistas, ameaças de estupro e violência, além da divulgação de seu endereço residencial, telefone e documentos pessoais.
A petista afirmou que dirigentes do PT em Minas Gerais, entre eles o presidente estadual da sigla e o deputado federal Rogério Correia (PT-MG), se colocaram à disposição para ajudar a garantir sua segurança. De acordo com ela, o partido organizou escolta para acompanhá-la durante os deslocamentos.
Fonte: Poder360
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