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O que é o Starshield, versão militar do Starlink usado na Ucrânia

Redação Cerrado em Foco•
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O que é o Starshield, versão militar do Starlink usado na Ucrânia
O que é o Starshield, versão militar do Starlink usado na Ucrânia - imagem 2

Serviços de internet via satélite da empresa SpaceX, de Musk, são essenciais para as comunicações da população e de militares

Principal fonte de lucro da SpaceX, o sistema Starlink é um serviço de internet que utiliza satélites em órbita baixa da Terra Divulgação/Starlink Deutsche Welle 18.out.2026 (domingo) - 11h20 Priorize o Poder no Google A queixa da Ucrânia de que a empresa SpaceX, de Elon Musk, teria restringido os serviços Starlink de “nível militar” voltou a chamar atenção para a diferença entre o sistema Starlink, um serviço comercial de internet via satélite da empresa, e o Starshield, a versão militar desenvolvida para o Pentágono.

“Os sistemas Starshield são propriedade e estão sob controle do governo dos Estados Unidos” , escreveu Musk na 4ª feira (14.out.2026) numa postagem no X, acrescentando que quaisquer limites de velocidade ou de uso são decididos pelos militares ou pelo presidente dos EUA.

Já “o Starlink é um serviço comercial pertencente e controlado pela SpaceX. Seu uso está limitado a atividades civis ou defensivas e não pode ser empregado em ações militares ofensivas, pois isso seria inadequado para uma empresa comercial” .

Starlink e Starshield não são 2 sistemas completamente separados, mas também não são a mesma coisa. Starlink é a oferta civil de internet que a própria SpaceX administra. Starshield é a versão governamental e conta com alguns satélites próprios para reconhecimento e comunicações militares e criptografia mais robusta. Mas ambos operam com a mesma tecnologia e, em parte, utilizam os mesmos satélites.

Principal fonte de lucro da SpaceX, o sistema Starlink é um serviço de internet que utiliza satélites em órbita baixa da Terra para fornecer acesso à internet especialmente em áreas remotas.

Trata-se de uma rede de internet composta por mais de 11.000 satélites que transmitem banda larga diretamente para terminais de usuário. Seus cerca de 13 milhões de assinantes incluem residências, excursionistas, empresas de navegação e grandes companhias aéreas.

Desde o lançamento dos primeiros satélites Starlink, em 2019, a bordo dos foguetes reutilizáveis da SpaceX, a empresa construiu uma vasta constelação em órbita baixa que cobre grande parte do planeta. Ela oferece conexões mais rápidas do que os satélites de comunicações tradicionais, que normalmente operam muito mais distantes da Terra e são em número bem menor.

A internet via satélite é relativamente fácil de usar. A rapidez é impressionante. Os satélites do Starlink orbitam a Terra a uma altitude que varia de 328 a 614 quilômetros, o que é significativamente menor do que os satélites dos concorrentes.

Starshield é a unidade de negócios da SpaceX que desenvolve sistemas de satélites militares e de inteligência para governos e forças armadas. O foco principal são órgãos dos EUA, como o Departamento de Defesa (Pentágono), a Space Force e o National Reconnaissance Office (NRO), responsável pelos satélites de reconhecimento do país.

Os serviços de comunicação segura do sistema Starshield utilizam criptografia aprimorada e terminais dedicados, mas têm como espinha dorsal os satélites do Starlink. Além das comunicações seguras, a empresa afirma que a versão militar também oferece observação da Terra e a possibilidade de integrar sensores ou outras cargas úteis.

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O principal cliente é o Pentágono, que gastou bilhões de dólares tanto com serviços Starlink quanto Starshield. Também adquiriu satélites Starshield, incluindo espaçonaves de comunicação para missões de alerta antecipado contra mísseis e uma constelação de espionagem para o NRO, segundo informou a agência de notícias Reuters em 2024.

O sistema Starshield utiliza a rede Starlink como meio de transporte de dados e conta adicionalmente com satélites próprios. Na transmissão de dados, o tráfego do Starshield pode passar pelos satélites convencionais do Starlink, mas recebe criptografia adicional e é separado do tráfego civil.

Para reconhecimento e comunicações militares existem satélites Starshield exclusivos, inacessíveis a clientes civis. Em solo, há terminais exclusivos do Starshield. No entanto, terminais Starlink também podem ser habilitados para uso do Starshield, como foi feito na Ucrânia.

Dúvidas sobre a relação entre Starlink e Starshield persistem desde que a Rússia ameaçou satélites ocidentais que apoiavam a Ucrânia em 2022. A SpaceX apresentou o Starshield no final daquele ano, mas o sigilo que cerca os programas espaciais ligados à segurança nacional dos EUA dificultou a compreensão exata dos limites entre os 2 sistemas.

Essas diferenças tornaram-se motivo de disputa no início deste ano, quando o Pentágono entrou em conflito com a SpaceX por causa dos preços mais altos cobrados pelos serviços de satélite usados por drones militares durante o conflito com o Irã, segundo a Reuters . A SpaceX argumentou que alguns clientes que pagavam cerca de 5.000 dólares por terminal Starlink deveriam, na verdade, utilizar um serviço Starshield, cujo custo seria de aproximadamente 25.000 dólares por terminal.

O Reino Unido também adotou o Starshield, e outros parceiros dos EUA também avaliam o sistema. A Nova Zelândia está realizando testes com o Starshield.

Em 24 de fevereiro de 2022, logo no início da invasão russa, um ataque cibernético atribuído à Rússia derrubou a rede de satélites KA-SAT, operada pela empresa americana Viasat. Com isso, as Forças Armadas ucranianas perderam uma importante via de comunicação.

A ajuda para os ucranianos veio do espaço: dias depois, o então ministro da Defesa da Ucrânia, Mykhailo Fedorov, pediu via Twitter (hoje conhecido como X) a Musk para desbloquear os satélites da Starlink para a Ucrânia. Musk respondeu, também via Twitter: “O serviço Starlink está agora ativo, mais terminais estão a caminho”.

Os serviços oferecidos pela SpaceX acabaram por se tornar a espinha dorsal das comunicações ucranianas na linha de frente. Os terminais de internet via satélite da empresa de Musk são essenciais para orientar o

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Fonte: Poder360

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