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Obras e Segurança Pública: o que candidatos ao GDF disseram ao DF1

Redação Cerrado em Foco
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Obras e Segurança Pública: o que candidatos ao GDF disseram ao DF1
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Na última semana, a TV Globo entrevistou os quatro candidatos ao governo do Distrito Federal mais bem colocados na pesquisa de intenção de voto divulgada pelo Datafolha na sexta-feira (11). Entre segunda (14) e quinta-feira (17), Leandro Grass (PT), Celina Leão (PP), Paula Belmonte (PSDB) e Arruda (PSD) estiveram ao vivo no DF1 e responderam a perguntas sobre temas de interesse do eleitor, como obras públicas e segurança. Confira, em ordem alfabética, trechos das falas dos candidatos.

**Obras públicas**

**Celina Leão (PP)**

Celina foi questionada, na entrevista ao DF1, sobre o baixo nível de execução das obras de saúde pública do atual governo. A candidata foi vice-governadora por três anos e, desde março, está no comando do Palácio do Buriti. Em resposta, Celina disse que não tinha autonomia para definir prioridades quando era vice e que, desde que assumiu a titularidade, passou a fiscalizar pessoalmente a execução dos contratos. "Temos contratos para construção de cinco novos hospitais, dois já estão em construção. O Hospital do Recanto das Emas está na segunda laje, e o de São Sebastião, começou a ser fechado o canteiro de obras", pontuou.

Ao fim da entrevista, Celina também falou sobre obras para melhorar a mobilidade urbana no DF. Citou editais de licitação para comprar 15 novos vagões e atualizar o sistema elétrico no Metrô da capital. Disse ainda que pretende continuar com investimentos nas duas linhas do modal: a "Linha 1", já existente, que atende a Ceilândia e Samambaia; e a chamada "linha 2", em fase de projeto, que deve ligar o Plano Piloto a Santa Maria e Gama, passando por regiões como Núcleo Bandeirante, Candangolândia, Riacho Fundo II e Recanto das Emas.

**José Roberto Arruda (PSD)**

Já na primeira pergunta, ao ser questionado sobre seu preparo para um eventual retorno ao governo do DF 16 anos após ter deixado o Palácio do Buriti, Arruda se concentrou em suas promessas para a mobilidade urbana. "Nós somos 3 milhões de habitantes e 2 milhões de automóveis. Tem que fazer novas linhas de Metrô", disse, elencando os trechos que fez quando foi governador. "No meu projeto de governo, eu quero pegar o metrô da Ceilândia, levar ao Condomínio Privê, descer para o Sol Nascente até Águas Lindas. Fazer a linha do Gama e Santa Maria, abrindo para o Entorno Sul – Novo Gama, Valparaíso, Cidade Ocidental e Jardim Ingá", citou.

"Fazer o VLT do Aeroporto para a W3, que eu inclusive deixei contratado e depois não fizeram, que vai revitalizar o centro de Brasília. E fazer a Quarta Ponte, na 28, para subir com o BRT à direita para Jardim Botânico, Mangueiral e São Sebastião. E à esquerda, Itapoã, Paranoá, Sobradinho e Planaltina, duplicando também a ponte do Paranoá", emendou. Arruda citou ainda a promessa de fazer duas grandes obras rodoviárias: a via Interbairros, ligando Samambaia ao Plano Piloto com 14 pistas subterrâneas, e o "primeiro trecho do Anel Rodoviário", que o político não chegou a detalhar. Ainda segundo Arruda, o DF tem dinheiro para arcar com todos esses empreendimentos. "Esses R$ 16 bilhões do Banco Master dá para fazer essas quatro linhas de metrô e sobrava 'uns trocados'. Então, é uma questão de gestão", disse.

**Leandro Grass (PT)**

No início da entrevista, Leandro Grass criticou o ritmo de execução das obras do atual governo e disse que pretende "dar continuidade a todas as obras que o GDF está fazendo em Brasília". "Todas as obras que foram iniciadas, no meu governo vão ser concluídas. E vamos iniciar novas obras, entregar o hospital de Ceilândia, o hospital de São Sebastião, o Hospital do Recanto, a UPA do Guará, as unidades básicas de saúde que precisam ser construídas para atender melhor a população", listou. Grass também afirmou que pretende manter uma relação mais próxima com o governo federal, independentemente de quem seja eleito presidente em outubro, e trazer recursos federais para construir creches e escolas e contratar profissionais. O candidato falou, ainda, em ampliar a lista de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em Brasília, iniciativa federal do governo Lula.

**Paula Belmonte (PSDB)**

Ao longo da entrevista no DF1, Paula Belmonte deu poucos detalhes sobre as obras públicas que pretende fazer pelo Distrito Federal, caso seja eleita. Enquanto falava de saúde, Paula defendeu a importância da atenção primária e disse que pretende construir 40 novos postos de saúde (UBSs) pela capital. "Atenção primária é nas UBSs, elas têm que estar próximas de casa. A gente tem a meta de construir mais 40 UBSs para estar dentro das cidades, das regiões administrativas para fazer a saúde preventiva", afirmou, sem detalhar custos ou regiões. Paula Belmonte defendeu, ainda, que o governo invista em sanar o déficit habitacional e incentive a construção de imóveis residenciais, tanto de interesse social quanto para compra e aluguel. "Um dos pontos do nosso plano de governo é oferta habitacional para as pessoas. Tanto social, quanto para que a gente possa empreender. Brasília tem uma falta de oferta de habitação de mais de 105 mil pessoas. E aí, a gente acaba tendo uma cidade que não é planejada, que não tem o esgoto, não tem a escola. Nós queremos ter a cidade planejada", disse.

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**Segurança pública**

**Celina Leão (PP)**

Na área da segurança pública, Celina Leão foi questionada sobre o aumento dos casos de violência contra a mulher no Distrito Federal. A entrevistadora citou dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública que apontam crescimento dos feminicídios, dos casos de violência psicológica e dos descumprimentos de medidas protetivas. Ao responder, Celina afirmou que o Distrito Federal é uma das cidades mais seguras do país para as mulheres e destacou políticas voltadas à proteção das vítimas, como o aplicativo Viva Flor, o auxílio-aluguel para mulheres em situação de violência e programas de qualificação profissional. Celina também defendeu que o enfrentamento ao feminicídio passa pelo incentivo à denúncia e pela atuação conjunta da sociedade. Segundo ela, em muitos casos as vítimas não haviam registrado ocorrência antes dos crimes. "Nós investimos muito na segurança pública. E por que você tem, às vezes, um crescimento do crime de feminicídio? Porque é um crime de gênero. Ele acontece, às vezes, entre quatro paredes", afirmou.

Ao ser perguntada sobre o déficit de efetivo nas forças de segurança, uma das principais reclamações da população, Celina disse que pretende ampliar as contratações de policiais e bombeiros. Segundo a candidata, já há previsão orçamentária para a convocação de novos policiais civis, militares, penais e bombeiros militares.

**José Roberto Arruda (PSD)**

Arruda afirmou que construiu 300 postos policiais em seu governo, que foram queimados após sua saída. "Hoje, eu traria o posto policial com policiais da reserva remunerada e com câmeras de vídeo", disse. O candidato também disse que quer trazer iluminação pública. "A cidade está vivendo um apagão. Cidade sem luz é cidade insegura", falou.

**Leandro Grass (PT)**

Para a segurança pública, Grass diz que sua proposta é o monitoramento ostensivo. "O policial vai atuar onde o crime está acontecendo". Ele diz que seu plano inclui: policiamento ostensivo; rede de vizinhos protegidos; comunicação permanente da comunidade com o batalhão; comunicação permanente da comunidade com a delegacia. Ele diz que o programa DF 360, que unifica dados e imagens de segurança, é um sistema centralizado. "O que eu proponho é a descentralização. Em cada região você vai ter centrais de monitoramento", afirma. Segundo ele, "aumentou o furto, aumentou o feminicídio, aumentou o latrocínio, aumentou morte e violência entre pessoas em situação de rua. Então há um indício de que a segurança pública no DF vai de mal a pior", disse. Grass disse que quer contratar policiais, bombeiros e fazer concursos periódicos para a Polícia Civil e Polícia Militar. "Infelizmente, hoje existe aí, um tempo muito grande entre um concurso e o outro. Existe também hoje um processo de desvalorização, que também faz que muitos profissionais procurem outras profissões", disse.

**Paula Belmonte (PSDB)**

Paula Belmonte foi perguntada sobre o uso de tecnologia pelas forças de segurança, pauta defendida em seu plano de governo. A candidata respondeu que, além do uso da tecnologia, como câmeras particulares, é preciso integrar as forças de segurança e contratar mais profissionais. "Hoje, as forças de segurança não se falam. Então a gente precisa integrar essa força de segurança e trazer efetivo. [...] A gente precisa contratar efetivo, hoje toda a força de segurança está com um déficit de mais de 30% e a gente precisa fazer com que essa contratação aconteça e, com isso, a gente trazer a tecnologia para que eles possam fazer a melhor polícia do Distrito Federal", declarou. Paula Belmonte também foi questionada sobre como pretende enfrentar a violência contra a mulher. A candidata defendeu ações de prevenção nas escolas e a criação de redes de apoio às vítimas. "A mulher antes de ser assassinada, ela já sofreu violência psicológica, já sofreu violência física, já sofreu violência de todos os tipos e a gente precisa fazer uma rede de apoio que ela confie", afirmou.

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Fonte: G1 DF

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