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Economia

Oferta de diesel deve permanecer restrita até 2027, diz IEA

Redação Cerrado em Foco••1 visualizações
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Oferta de diesel deve permanecer restrita até 2027, diz IEA
Oferta de diesel deve permanecer restrita até 2027, diz IEA - imagem 2

Agência afirma que estoques perdidos com guerra do Irã não devem ser recuperados antes do 2º semestre do ano que vem

Em setembro, as exportações globais de diesel recuaram 700 mil barris por dia na comparação anual Sérgio Lima/Poder360 PODER360 14.out.2026 (quarta-feira) - 9h09 Priorize o Poder no Google A IEA (Agência Internacional de Energia, na sigla em inglês) afirmou nesta 4ª feira (14.out.2026) que a oferta de diesel deve permanecer restrita ao longo de 2027. A escassez foi agravada pela guerra contra o Irã , que interrompeu rotas globais de fornecimento.

No Relatório do Mercado de Petróleo de outubro, a IEA declarou que a recomposição dos estoques consumidos provavelmente não começará antes do 2º semestre de 2027, mesmo com a expectativa de recuperação da produção das refinarias até o fim do ano.

Em setembro, as exportações globais de diesel recuaram 700 mil barris por dia na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo a IEA. A redução de 1,3 milhão de barris por dia nas exportações da Rússia e do Oriente Médio foi “só parcialmente compensada pelo maior fornecimento de outras fontes” , de acordo com a agência.

Os preços no atacado do diesel ultrapassaram US$ 200 o barril em Singapura em meados de setembro e atingiram máximas históricas de cerca de US$ 220 o barril na Europa e nos Estados Unidos, segundo a IEA. No varejo, os preços também chegaram a níveis recordes na maioria das grandes economias, de acordo com o relatório.

A agência também alertou que tensões no mercado de frete de petróleo bruto podem pressionar os preços do diesel nos principais mercados importadores, como Europa, África e América Latina, nas próximas semanas.

A IEA projetou uma queda média de 2,6 milhões de barris por dia na demanda global de petróleo em 2026. O diesel deve responder por 25% dessa redução, segundo a agência.

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Do lado da oferta, a previsão é de queda média anual de 5,8 milhões de barris por dia em 2026, seguida de uma recuperação de 7,7 milhões de barris por dia em 2027.

A agência alertou que novos ataques no Golfo tornam frágil a recuperação da oferta de petróleo. Nos últimos dias, Riad, a capital da Arábia Saudita, sofreu uma série de ataques atribuídos aos houthis do Iêmen.

Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump (Partido Republicano), anunciou um acordo com o presidente russo, Vladimir Putin, para que a Rússia forneça imediatamente 300 mil toneladas métricas de diesel aos mercados norte-americano e global.

O objetivo é compensar a alta dos preços provocada pelas restrições de oferta decorrentes da guerra contra o Irã.

O acordo foi criticado por congressistas nos EUA e políticos europeus. Valdis Dombrovskis , comissário europeu para a Economia e Produtividade, fez um alerta nas reuniões do FMI (Fundo Monetário Internacional) em Bangcoc. “Agora não é momento de afrouxar as sanções contra a Rússia” , disse.

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Fonte: Poder360

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