OMS monitora suspeita de morte por peste pneumônica na Rússia


Morte de funcionária de laboratório causou preocupações com disseminação da doença
A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis, geralmente encontrada em pequenos mamíferos e suas pulgas; na imagem, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus Reprodução/Twitter – 30.jan.2020 PODER360 7.out.2026 (quarta-feira) - 4h35 Priorize o Poder no Google A Organização Mundial da Saúde declarou na 3ª feira (6.out.2026) que está monitorando a suspeita de morte por peste pneumônica de uma funcionária de um laboratório na região da Sibéria, na Rússia, registrada na última 6ª feira (2.out).
As autoridades russas também investigam o caso. A causa da morte não foi oficialmente confirmada e exames laboratoriais estão em andamento.
Segundo a Organização das Nações Unidas, 189 pessoas foram colocadas sob observação médica em Irkutsk, no leste da Sibéria, por causa da exposição à doença potencialmente mortal. Nenhuma delas apresentou sintomas até o momento.
O porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, disse na 3ª feira (6.out) a jornalistas em Genebra, na Suíça, que nenhum patógeno de doenças infecciosas perigosas foi detectado entre os contatos.
Lindmeier afirmou que o local de trabalho da vítima era “um instituto que estuda patógenos perigosos, incluindo a peste” , em uma região da Sibéria onde a doença é registrada em animais selvagens.
A peste é causada pela bactéria Yersinia pestis, geralmente encontrada em pequenos mamíferos e suas pulgas. A peste pneumônica se dá quando a bactéria infecta os pulmões.
De acordo com a OMS, essa forma de infecção por peste é especialmente contagiosa e pode desencadear epidemias graves através da transmissão de pessoa para pessoa por partículas respiratórias. A peste pneumônica “ pode ser fatal em 18 a 24 horas depois do início dos sintomas se não for tratada” , mas antibióticos comuns podem curar a doença se administrados precocemente.
O porta-voz da OMS disse que o sistema de monitoramento interno soube do caso pela mídia, na última 6ª feira (2.out). A OMS, então, contatou as autoridades de saúde russas para obter mais informações, de acordo com o Regulamento Sanitário Internacional, “para verificar o evento, suas circunstâncias, os testes laboratoriais em andamento e seus resultados” .
O objetivo da agência nesses casos é avaliar qualquer possível implicação para a saúde pública internacional.
Lindmeier declarou que a avaliação inicial de risco da OMS, com base nas informações disponíveis até o momento, “ estima que o risco seja de moderado a baixo para Irkutsk, baixo para Rússia como um todo e muito baixo para a região europeia” .
Fonte: Poder360
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