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Saúde

OMS veta caneta emagrecedora e cirurgia bariátrica para crianças

Redação Cerrado em Foco•
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OMS veta caneta emagrecedora e cirurgia bariátrica para crianças
OMS veta caneta emagrecedora e cirurgia bariátrica para crianças - imagem 2

Diretriz, lançada na 4ª feira (7.out), é a 1ª sobre obesidade para esta faixa etária feita pela organização de saúde

Na imagem, criança segurando um hambúrguer e batata frita Marcello Casal/Agência Brasil Agência Brasil 8.out.2026 (quinta-feira) - 7h53 Priorize o Poder no Google A Organização Mundial da Saúde lançou na 4ª feira (7.out.2026) o 1º guia de enfrentamento à obesidade em crianças e adolescentes. A prevalência da obesidade nessa faixa etária, segundo a entidade, quadruplicou desde 1990, passando de 2% para 8%.

Dados da agência das Nações Unidas especializada em saúde mostram que, em 2024, 170 milhões de crianças e adolescentes com idade de 5 a 19 anos eram obesas, incluindo 70 milhões com idade de 5 a 9 anos e 100 milhões com idade de 10 a 19 anos.

Em nota, a OMS destacou que a obesidade figura como uma doença crônica e recorrente, cujas consequências podem surgir mesmo na infância, aumentando o risco de doenças não transmissíveis, incluindo diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

“Crianças e adolescentes com obesidade também podem sofrer estigma, discriminação e bullying. Prevenir e controlar a obesidade é fundamental para proteger a saúde física e mental de crianças e adolescentes, bem como para apoiar seu crescimento saudável, educação, bem-estar social e qualidade de vida.”

Para crianças e adolescentes obesos, a OMS recomenda intervenções estruturadas envolvendo dieta, atividade física e mudança de comportamento, realizadas individualmente ou como parte de um programa multimodal: “Intervenções de saúde digital são recomendadas condicionalmente, mediante supervisão dos pais ou cuidadores” .

A organização não recomenda tratamento farmacológico, cirurgia bariátrica (que altera o tamanho do estômago e o trato digestivo) ou dispositivos para perda de peso para crianças com até 9 anos.

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No caso de adolescentes com idade de 10 a 19 anos, o tratamento com medicamentos aprovados, como as chamadas canetas emagrecedoras, segundo a entidade, pode ser considerado apenas quando um programa multimodal de estilo de vida supervisionado não tiver alcançado os resultados esperados: “A cirurgia bariátrica pode ser considerada, sob condições rigorosas, para adolescentes com obesidade grave.”

Embora não figure como foco principal das diretrizes, as recomendações também enfatizam a importância de abordar a saúde mental juntamente com a obesidade.

Ansiedade, depressão, baixa autoestima e desregulação emocional, segundo a OMS, podem contribuir para hábitos alimentares pouco saudáveis, sedentarismo e isolamento social.

“Profissionais de saúde devem abordar tanto a obesidade quanto questões de saúde mental de forma precoce e conjunta, utilizando estratégias inclusivas, adequadas ao estágio de desenvolvimento e que envolvam a família” , detalhou a entidade.

Por fim, a organização destacou que o tratamento, por si só, não consegue reverter o aumento da obesidade e defendeu políticas e medidas que tornem dietas saudáveis ​​e atividade física mais acessíveis e com custos mais viáveis, além de ações em educação, planejamento urbano, transporte e proteção social.

Este texto foi publicado originalmente pela Agência Brasil, em 7 de outubro de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360 .

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Fonte: Poder360

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