Organização Criminosa Desmantelada: Venda Ilegal de Dados Sigilosos Exposta
PCDF prende suspeitos de operar plataforma que comercializava informações da Receita Federal, CNH e registros veiculares.
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) desarticulou uma complexa rede criminosa especializada na comercialização ilegal de dados sigilosos, incluindo informações da Receita Federal, Carteira Nacional de Habilitação (CNH), registros de veículos e até mesmo acessos a sistemas de segurança pública. A ação resultou na prisão de quatro indivíduos suspeitos de integrar a organização, revelando um esquema que movimentou milhões de reais e realizou mais de 18 milhões de consultas em menos de um ano e meio.
O modus operandi da organização envolvia uma plataforma online onde usuários compravam créditos via Pix ou criptomoedas para acessar informações protegidas por sigilo. A extensa rede de revendedores divulgava os serviços em mídias sociais e aplicativos de mensagens, ampliando o alcance do esquema. Durante a investigação, a PCDF realizou testes que confirmaram a veracidade e a validade dos dados disponibilizados, inclusive acessando informações de autoridades públicas.
Apesar de intervenções anteriores, o grupo demonstrava resiliência, restabelecendo suas operações em pouco tempo. Eles mudavam os serviços para outros provedores, criavam novos endereços para a plataforma e substituíam membros detidos, dificultando o trabalho das autoridades. A inteligência policial identificou uma movimentação de mais de R$ 450 mil sem origem lícita comprovada em poucos meses, com potencial de arrecadação superior a R$ 1 milhão.
Os pagamentos, incluindo transações em criptomoedas, eram intermediados por contas de terceiros, e parte do dinheiro era utilizada para adquirir bens registrados em nome de familiares, configurando lavagem de dinheiro. A operação mais recente resultou no cumprimento de quatro mandados de prisão – três preventivos e um temporário – e seis mandados de busca e apreensão. As ações foram executadas em diversas cidades nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro.
A Justiça também determinou o bloqueio de até R$ 2 milhões em dinheiro e criptoativos dos investigados. Os suspeitos podem enfrentar acusações por invasão de dispositivo informático, receptação, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A PCDF prossegue com as investigações para identificar outros integrantes, localizar quem fornecia os acessos aos sistemas e coibir a atuação de revendedores e usuários da plataforma criminosa.
Fonte: G1 DF
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