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Segurança

PCDF prende grupo que usava deepfakes de Gusttavo Lima e padres em falsas campanhas de doação

Operação Cáritas, da 16ª DP de Planaltina, cumpriu mandados no DF e em quatro estados; grupo é investigado por movimentar cerca de R$ 10 milhões em fraudes eletrônicas

Redação Cerrado em Foco••2 visualizações
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PCDF prende grupo que usava deepfakes de Gusttavo Lima e padres em falsas campanhas de doação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, nesta quarta-feira (28), a Operação Cáritas, que desarticulou uma organização criminosa suspeita de aplicar golpes com falsas campanhas beneficentes na internet. A ação foi conduzida pela 16ª Delegacia de Polícia, de Planaltina, segundo O Brasiliense.

De acordo com as investigações, o grupo criava páginas que simulavam campanhas de doação legítimas e usava ferramentas de inteligência artificial para produzir vídeos falsos, os chamados deepfakes, com a imagem de personalidades públicas. Entre os nomes utilizados estavam o cantor Gusttavo Lima e os padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo.

Os vídeos manipulavam a voz e o rosto das celebridades para recomendar as campanhas falsas, conforme os investigadores. Para sensibilizar o público, o grupo também usava imagens de crianças, idosos e pessoas com doenças graves, induzindo os internautas a fazer transferências via Pix.

O dinheiro arrecadado, no entanto, era transferido para contas controladas pelos próprios investigados, e não chegava a nenhuma causa beneficente. A estimativa da investigação é de que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 10 milhões em fraudes eletrônicas.

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A operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva, além de ordens de busca, apreensão e bloqueio de bens, no Distrito Federal, em Goiás, em Minas Gerais, em Santa Catarina e em São Paulo. Até o momento, cinco suspeitos foram presos: dois em Planaltina (DF), um em Planaltina de Goiás (GO), um em Uberlândia (MG) e um em Joinville (SC).

Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam veículos de luxo e bloquearam ativos em criptomoedas avaliados em aproximadamente US$ 400 mil, o equivalente a cerca de R$ 2,14 milhões.

Os investigados responderão pelos crimes de estelionato eletrônico, organização criminosa e lavagem de dinheiro, informou O Brasiliense. Denúncias e informações podem ser repassadas à PCDF pelo telefone 197.

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Fonte: O Brasiliense

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