Perícia encontra vestígios de sangue em antigo centro de tortura da ditadura
Análise da Unifesp revela resíduo compatível com sangue humano em imóvel que abrigou o DOI-Codi de São Paulo, intensificando debates sobre o local.

Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) detectaram a presença de material compatível com sangue humano em diversas áreas de um imóvel que funcionou como sede do DOI-Codi na capital paulista. O local é reconhecido por ter sido palco de detenções, interrogatórios e torturas durante o regime militar no Brasil.
As análises, conduzidas por uma equipe multidisciplinar, focaram em identificar vestígios biológicos e químicos que pudessem corroborar relatos históricos sobre as práticas ocorridas no centro de repressão. A detecção desses resíduos reforça a importância de investigações aprofundadas sobre os espaços que guardam a memória de períodos sensíveis da história do país.
O prédio, situado na Rua Tutoia, bairro Paraíso, em São Paulo, é um marco para entidades de direitos humanos e familiares de vítimas da ditadura, que há anos pleiteiam a preservação e resignificação do local como um centro de memória e resistência. A identificação dos vestígios é vista como um passo significativo para a consolidação desse pleito.
A pesquisa da Unifesp faz parte de um esforço maior para resgatar e preservar a memória das violações de direitos humanos ocorridas durante o período ditatorial. Iniciativas como esta buscam não apenas documentar o passado, mas também promover a conscientização e evitar a repetição de atrocidades.
Os resultados obtidos deverão subsidiar novas discussões e mobilizações junto às autoridades competentes para a transformação do antigo DOI-Codi em um espaço que honre as vítimas e eduque as futuras gerações sobre a importância da democracia e o respeito aos direitos humanos. O debate sobre a destinação e o significado desses locais históricos é contínuo e fundamental para a sociedade brasileira.
Fonte: Poder360
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