Polícia faz operação contra PMs suspeitos de ligação com o CV


Até o momento, 3 foram presos; agentes públicos passavam informações e negociavam armas com facção criminosa
Investigação teve início em outubro de 2023, depois da prisão de um policial militar com mais de 100 kg de cocaína na avenida Brasil, no Rio Divulgação / PCERJ PODER360 13.out.2026 (terça-feira) - 10h09 Priorize o Poder no Google A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza nesta 3ª feira (13.out.2026) uma operação contra um esquema de tráfico de drogas e armas que, segundo as investigações, contava com a participação de policiais militares a serviço da facção criminosa Comando Vermelho.
A ação é coordenada pela DRE-CAP (Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital), em conjunto com a Corregedoria da Polícia Militar e o Gaeco (Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado) do MP-RJ (Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro).
Os agentes públicos são suspeitos de repassar informações privilegiadas sobre operações policiais e participar de negociações clandestinas de armas e munições destinadas ao CV.
A operação está em andamento e tem como objetivo cumprir mandados de prisão em endereços em Del Castilho e na Penha, na zona norte do Rio; em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense; e em Maricá, na região metropolitana.
Até o momento, 3 pessoas foram presas –2 por cumprimento de mandados de prisão e 1 em flagrante. Entre elas está um homem apontado como integrante do braço armado da facção criminosa, que se exibia com armas de fogo nas redes sociais. Outro preso foi flagrado com uma pistola, um rádio comunicador e uma motocicleta roubada.
A investigação teve início em outubro de 2023, quando agentes da DRE-CAP prenderam um policial militar e outro homem durante o transporte de mais de 100 kg de cocaína na avenida Brasil, no Rio. A partir dessa ação, as equipes aprofundaram as diligências e identificaram uma estrutura que atuava de forma coordenada na aquisição, no transporte e na distribuição de grandes quantidades de drogas e armamentos destinados à facção criminosa.
A análise de dados e as interceptações telefônicas permitiram identificar a articulação entre integrantes do grupo e líderes do tráfico. As apurações apontaram que um dos alvos atuava na logística de abastecimento de entorpecentes, mantendo contato com integrantes do CV para viabilizar o transporte e a distribuição das cargas em áreas dominadas pela facção. Outro investigado, com atuação no Complexo da Penha, teria participado da articulação para a aquisição e a distribuição de drogas e armas, além de coordenar integrantes responsáveis pelo abastecimento da organização criminosa.
Os agentes também identificaram indivíduos que forneceriam informações privilegiadas sobre operações policiais para beneficiar o grupo. Entre os fatos apurados está a participação de um policial militar em um esquema de comércio ilegal de armas de fogo, munições e acessórios. Outros criminosos são apontados como integrantes do braço armado da facção, com funções relacionadas à segurança de traficantes e à vigilância territorial.
Um dos principais alvos da investigação, o policial militar preso em flagrante na ocorrência que deu origem às apurações, foi morto em julho deste ano, no bairro do Pechincha, em Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio. Ele foi atingido por diversos disparos quando chegava ao condomínio onde morava. O assassinato é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital.
Fonte: Poder360
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