Projeto de Lei criminaliza divulgação de maus-tratos contra animais


Proposta em análise na Câmara projeta aumento de pena para crimes cometidos em ambiente digital e responsabiliza plataformas
Projeto aumenta da metade a pena prevista (detenção de 3 meses a 1 ano, e multa); na imagem, deputada Gleisi Hoffmann, autora da proposta Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados Agência Câmara 11.out.2026 (domingo) - 6h50 Priorize o Poder no Google O Projeto de Lei 2791/26 criminaliza a publicação e a divulgação na internet de atos de crueldade, maus-tratos e tortura contra animais. O texto altera a Lei de Crimes Ambientais e o Marco Civil da Internet para punir os infratores e impor deveres de remoção rápida desse tipo de conteúdo aos provedores de aplicativos. Eis a íntegra (PDF -40 KB).
Na Lei de Crimes Ambientais, o projeto aumenta da metade a pena prevista ( detenção de 3 meses a 1 ano, e multa) para quem divulga em meios digitais a prática de maus-tratos e tortura contra animais. Quando o crime de divulgação envolver criança ou adolescente ou for praticado de maneira habitual em competição, desafio ou validação coletiva, a pena pode ser aumentada até o triplo.
Segundo a autora da proposta, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), a alteração responde a investigações recentes que identificaram redes organizadas operando em aplicativos de mensagens e servidores privados, promovendo transmissões ao vivo de tortura de animais e indução de jovens a atos de automutilação.
“Proteger animais da crueldade extrema, nesse contexto, é também proteger crianças da normalização da violência” , declarou a deputada.
Pelo texto, as redes sociais e plataformas digitais poderão ser responsabilizadas civilmente caso deixem de retirar do ar, de forma rápida e diligente depois da notificação, conteúdos que registrem, promovam, transmitam ou incentivem a violência contra animais.
O governo federal, por meio de regulamento, deverá definir os procedimentos de notificação, prazos de remoção, padrões de preservação de provas e comunicação às autoridades.
A proposta será analisada pelas comissões de Comunicação; de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, seguirá para o Plenário.
Para virar lei, o texto precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.
Este texto foi publicado originalmente pela Agência Câmara, em 6 de outubro de 2026. O conteúdo é livre para republicação, citada a fonte, e foi adaptado para o padrão do Poder360.
Fonte: Poder360
Leia também
SegurançaMetrô do DF fica fechado neste domingo para manutenção preventiva; veja detalhes
Trem do Metrô-DF TV Globo/Reprodução O Metrô do Distrito Federal informou que o metrô não vai funcionar neste domingo (11), para a realização de manutenção preventiva e operacional de grande porte. Nos últimos meses, os passageiros denunciaram diversos problemas nas estações, como trens lentos ou pa
SegurançaMichelle defende vitória de Flávio para “libertar o capitão”
Ex-primeira-dama participou de carreata com Bia Kicis; senadora eleita já teve divergências públicas com o enteado Michelle Bolsonaro e Bia Kicis em carreata em Formosa (GO) Reprodução/Instagram @biakicis - 10.out.2026 PODER360 10.out.2026 (sábado) - 22h40 Priorize o Poder no Google A ex-primeira-da
SegurançaCEO da Microsoft defende “freio de emergência” para IA
Satya Nadella disse que empresas devem prever falhas e garantir que operações possam ser interrompidas Na foto, o CEO da Microsoft, Satya Nadella WikimediaCommons - 22.mar.2017 Camila Nascimento de Brasília 10.out.2026 (sábado) - 22h24 Priorize o Poder no Google O CEO da Microsoft , Satya Nadella, d
Mais lidas
- 1Nara Ayres Britto, advogada e filha de ex-ministro, celebra casamento
- 2Filha mata pai cadeirante em Bragança Paulista e transmite crime online
- 3Acidente entre caminhões deixa dois mortos na DF-290, próximo ao Gama
- 4PM-GO sob investigação por agressão brutal durante abordagem em Formosa
- 5Lula Eleva Herói da Guerra do Paraguai a Marechal Honorífico