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Saúde

Redução da jornada elevará custos de 30% das empresas, diz Durigan

Redação Cerrado em Foco•
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Redução da jornada elevará custos de 30% das empresas, diz Durigan
Redução da jornada elevará custos de 30% das empresas, diz Durigan - imagem 2

Ministro afirma que 70% dos contratos já adotam escala de 5 dias e que governo estuda crédito para empresários

Ministro da Fazenda, Dario Durigan, diz que governo estuda medidas para ajudar pequenas empresas a se adaptar à nova jornada de trabalho Washington Costa/Ministério da Fazenda - 2.out.2026 Simone Kafruni de Brasília 16.out.2026 (sexta-feira) - 16h54 Priorize o Poder no Google O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta 6ª feira (16.out.2026) que a redução da jornada de trabalho elevará os custos de aproximadamente 30% das empresas brasileiras. De acordo com o ministro, de 68% a 70% dos contratos de trabalho já adotam a escala de 5 dias por semana. A mudança exigirá adaptações das empresas que ainda operam com 6 dias de trabalho.

Em entrevista à Band , Durigan disse que o governo estuda linhas de crédito e programas de capacitação para ajudar os empresários a compensar os custos adicionais com ganhos de produtividade. A proposta busca reduzir a jornada semanal sem comprometer a atividade econômica e o emprego.

O ministro afirmou que o impacto da mudança será semelhante entre empresas de diferentes portes e faixas de faturamento. Ele rejeitou o argumento de que microempresas seriam proporcionalmente mais prejudicadas do que grandes companhias.

De acordo com Durigan, os dados do governo indicam que 75% dos trabalhadores já estão fora da escala de 6 dias por semana, quando considerados os critérios de faturamento das empresas.

Os trabalhadores que ainda cumprem essa jornada são predominantemente pessoas de baixa renda, mulheres e negros.

Durigan disse que o governo avalia instrumentos financeiros para facilitar a adaptação dos negócios à redução da jornada. Entre as alternativas estão linhas de crédito para investimentos em tecnologia e programas de capacitação empresarial.

“Os empresários têm que ter apoio do governo para participar desse novo tempo” , afirmou.

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O Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) foi chamado para participar da elaboração de programas de treinamento voltados aos pequenos negócios.

O ministro citou estabelecimentos familiares que ainda utilizam processos manuais, como anotações de pedidos em papel, como exemplos de atividades que poderiam ganhar eficiência com a digitalização.

A avaliação da Fazenda é que investimentos em tecnologia e organização do trabalho podem ajudar as empresas a manter a produção com menos horas trabalhadas.

Durigan classificou a redução da jornada como “uma mudança civilizacional” . Para ele, os benefícios incluem melhora da saúde física e mental, mais tempo de convivência familiar e possibilidade de atividades complementares de renda.

O ministro citou a trajetória histórica da legislação trabalhista brasileira, que passou pela jornada de 48 horas semanais até chegar às 44 horas estabelecidas pela Constituição de 1988.

De acordo com Durigan, a redução para 42 horas integra a transição para uma jornada de 40 horas semanais, distribuídas em 5 dias de trabalho, a partir de 2027.

A mudança representa um desafio de custos para parte do setor produtivo. Para os trabalhadores, significa mais tempo de descanso sem redução proporcional da remuneração, conforme o modelo defendido pelo governo.

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Fonte: Poder360

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