Saiba por que Bolsonaro não poderá votar na eleição de 2026


Ex-presidente está com os direitos políticos suspensos em razão de uma condenação criminal definitiva pelo Supremo Tribunal Federal
--> copiar link --> Em novembro de 2025, a condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista transitou em julgado Sérgio Lima/Poder360 - 11.set.2025 PODER360 1.out.2026 (quinta-feira) - 20h14 Priorize o Poder no Google O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não poderá votar nas eleições de 2026 porque está com os direitos políticos suspensos em razão de uma condenação criminal definitiva pelo Supremo Tribunal Federal. A restrição é diferente da inelegibilidade determinada anteriormente pelo Tribunal Superior Eleitoral .
Em novembro de 2025, a condenação de Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pela trama golpista transitou em julgado (quando não cabe mais recursos).
Por causa disso, ele teve suspensos todos os seus direitos políticos, incluindo o de votar.
A situação de Bolsonaro envolve duas restrições distintas. Em junho de 2023, o TSE declarou o ex-presidente inelegível por 8 anos, contados a partir das eleições de 2022, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação em reunião com embaixadores realizada em julho daquele ano. A decisão impede Bolsonaro de ser candidato e de ser votado, mas não retira, por si só, o direito de votar.
O próprio TSE diferencia inelegibilidade de suspensão dos direitos políticos. A inelegibilidade restringe a chamada capacidade eleitoral passiva —o direito de ser candidato. Foi o que se deu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018, quando foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Lava Jato. Ele só não pôde votar naquela eleição porque o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná avaliou que, para possibilitar uma urna na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, onde o presidente cumpriu a pena, era necessário um mínimo de 20 eleitores.
Já a suspensão dos direitos políticos também atinge a capacidade eleitoral ativa, que corresponde ao direito de votar.
A Constituição Federal determina, no artigo 15 , que os direitos políticos ficam suspensos em caso de condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos. O TSE também estabelece que essa suspensão impede o condenado de votar, além de impedir sua candidatura e filiação partidária.
É esse dispositivo que se aplica a Bolsonaro nas eleições deste ano. Como a condenação criminal é definitiva e a pena ainda está sendo cumprida, os efeitos da suspensão permanecem durante a vigência da condenação.
Segundo a Justiça Eleitoral, uma pessoa com direitos políticos suspensos fica impedida de exercer o voto enquanto durar a restrição. A regra vale mesmo que o eleitor não esteja cumprindo a pena em estabelecimento prisional. A suspensão decorre da condenação criminal definitiva e de seus efeitos jurídicos, não do local onde a pena é cumprida. No caso de Bolsonaro, ele permanece em prisão domiciliar humanitária.
Assim, nas eleições de 4 de outubro de 2026, Bolsonaro não poderá votar em nenhum dos cargos em disputa. Caso haja segundo turno em 25 de outubro, a restrição também permanecerá enquanto estiverem vigentes os efeitos da condenação.
Fonte: Poder360
Leia também
SegurançaCampos Neto e Galípolo têm reunião antes de serem ouvidos pela PF
BC informou que reunião tratará de “assuntos institucionais”; na próxima semana, ambos irão depor como testemunhas no Master --> copiar link --> Camila Nascimento de Brasília 2.out.2026 (sexta-feira) - 17h16 Priorize o Poder no Google O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, se reuniu nesta
SegurançaMulher tem casa incendiada no DF; ex-marido é suspeito de atear fogo
Reprodução/@portallsolnascente Ler resumo Incêndio em residência: uma casa foi incendiada no Assentamento Santarém, no Sol Nascente, em 1º de outubro; Investigação policial: a 19ª Delegacia de Polícia da Polícia Civil do Distrito Federal apura o caso; Apontamento da vítima: a proprietária do imóvel,
Segurança"Sheik dos Bitcoins" é preso por dar tombo de R$ 260 mil em família do DF
PCDF Ler resumo Prisão efetuada: a Polícia Civil do Distrito Federal prendeu, nesta sexta-feira (2/10), um homem investigado por estelionato e lavagem de dinheiro no Distrito Federal e em Minas Gerais; Modus operandi: o homem apresentava-se como gestor de investimentos e prometia rendimentos vantajo
Mais lidas
- 1Nara Ayres Britto, advogada e filha de ex-ministro, celebra casamento
- 2Filha mata pai cadeirante em Bragança Paulista e transmite crime online
- 3Acidente entre caminhões deixa dois mortos na DF-290, próximo ao Gama
- 4Lula Eleva Herói da Guerra do Paraguai a Marechal Honorífico
- 5PM-GO sob investigação por agressão brutal durante abordagem em Formosa